Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 08/10/2018

Segundo dados do Programa Nacional de Imunização, desde 2007, a taxa de vacinação contra a poliomielite vem sofrendo oscilações, tendo em 2016 uma taxa abaixo da meta mínima. Tal fato é um exemplo da diminuição da imunização contra doenças virais no país, o que gera sérios riscos à saúde dos brasileiros.Contudo, essa problemática é fruto não só da ineficiência das campanhas de vacinação, mas também da falta de participação popular nas mesmas. Nesse sentido, se torna imprescindível discutir e combater os desafios que dificultam a garantia da vacinação dos brasileiros.

A priori, a Constituição Federal de 1988 assegura, em seu artigo 6º, a saúde como um direito de todos. No entanto, vale ressaltar que tal princípio é constantemente ameaçado, tendo em vista as dificuldades das campanhas de vacinação em atender toda a população em um país com dimensões continentais como o Brasil. Diante desse cenário, os principais agravantes são a falta de investimentos, de profissionais disponíveis e de campanhas voltadas para regiões mais interioranas. A exemplo tem - se  uma notícia do portal G1, que descreve o surto de sarampo nos estados do Amazonas e Roraima, os quais são muitas vezes esquecidos pelo poder público. Destarte, seguindo o princípio Newtoniano, é preciso que as autoridades saiam do seu estado inercial e acelerem com ações para mudar esse embate.

Igualmente, é incontrovertível a falta de participação popular nas ações de imunização como um empecilho no combate às doenças virais. Assim, esse problema pode ser ocasionado pela ausência ou distorção de informações acerca da vacinação, como o exemplo das notícias falsas em relação à vacina HPV, em que boatos podem ter influenciado pessoas desinformadas a não se vacinar, pondo sua saúde em risco. Outro fator é o pensamento errôneo de que não é necessária a imunização quanto a doenças já erradicadas, tendo como resultado de tal ideário o reaparecimento dessas doenças, como a exemplo a poliomielite e o sarampo. Logo, para que a população participe efetivamente e episódios como a Revolta da Vacina não se repitam , é importante informar a população da importância da prevenção.

Em suma, com os fatos supracitados são inegáveis os desafios que a ineficiência das campanhas de vacinação e a falta de comparecimento do povo trazem para a garantia da imunização no país. Por isso, faz – se necessária à parceria entre o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais para a intensificação das campanhas de vacinação, principalmente nas áreas mais afastadas, através de investimentos na expansão das ações e na capacitação dos profissionais, a fim de que mais pessoas sejam imunizadas. Além disso, é imprescindível que a mídia dissemine, através de propagandas televisivas e nas redes sociais, a importância da prevenção de doenças, além de informar datas, campanhas, locais e como se dá o procedimento. Só assim se sairá da inércia e a saúde será garantida.