Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 09/10/2018
A vacinação consiste no processo de aplicação de um antígeno enfraquecido do patógeno, o qual induzirá uma resposta imunológica, no intuito de que o corpo, ao ter contato com a doença atenuada, produza anticorpos que a combaterão. No entanto, urge como problemática no Brasil a dificuldade de promover a vacinação pública. Nesse sentido, faz-se necessário analisar como a falta de auxílio midiático e a ineficácia do Sistema Único de Saúde (SUS) comprometem a questão.
Primordialmente, destaca-se que a a ausência de auxílio midiático corrobora o entrave. Apesar das mídias terem a capacidade de influenciar diretamente nas ações coletivas, elas omitem-se no seu papel social em relação ao assunto, haja vista os inexpressivos programas educacionais que visem conscientizar a população acerca da importância da vacinação, a qual serve de proteção contra diversas epidemias, como a rubéola. Nessa perspectiva, essa negligência decorre do fato dos veículos midiáticos, ao terem suas matrizes orientadas ao lucro, transmitirem apenas conteúdos que trarão retorno financeiro. Desse modo, o sociólogo Karl Marx afirmou que os valores monetários se sobressaem aos humanitários, ao passo em que informações que poderiam evitar entraves patológicos, através do estímulo ao método de imunização, são omitidas.
Ademais, é perceptível a ineficiência do SUS ao promover a vacinação. Embora o acesso à saúde seja um direito de todos os cidadãos, essa prerrogativa não é democratizada, visto que há inúmeros casos de doenças que poderiam ser evitadas, como a febre amarela. Nesse ínterim, isso ocorre em virtude do Governo, ao não direcionar verbas suficientes ao sistema de saúde, impedir que haja recursos financeiros para investir no processo de imunização, tendo em vista que eles necessitam ser direcionados aos setores mais urgentes. como o cirúrgico e farmacêutico. Dessa maneira, o filósofo John Locke ressalta que a ineficácia de um sistema é resultado da ausência de uma gestão eficiente no setor, de modo que processos como a vacinação não são estimulados, o que gera, além de danos à saúde pública, gastos desnecessários com posteriores tratamentos.
Convém, portanto, a adoção de medidas sociopolíticas para promover a vacinação pública no Brasil. Destarte, cabe às mídias reverberarem a importância dessa ação, por meio de programas educativos e propagandas conativas, que devem mostrar a segurança e praticidade de tal processo. Ademais, o Governo deve conceder subsídios ao Ministério da Saúde, o qual deve usá-los para reprojetar as diretrizes do SUS, como foco na amenização dos problemas emergenciais para posterior investimento na área preventiva, a fim de evitar gastos elevados com tratamentos de doenças possíveis de serem evitadas. Assim, poder-se-á garantir que a vacinação pública seja efetivada no país.