Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 10/10/2018
A Revolta da Vacina foi um motim popular ocorrido no Brasil contra a campanha de vacinação obrigatória. O principal motivo que ocasionou esse movimento foi a falta de informação que até hoje, junto com a desestruturação urbana, ainda é responsável pela degradação de pessoas vacinadas no país. Em razão disso, vale a discussão de como a ausência de ações públicas foram fundamentais para existência dessa problemática.
Primeiramente, a segregação socioespacial, nos últimos anos, se tornou um vilão para o acesso democrático. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro possuem serviços públicos localizados em regiões ligadas aos centros. Desse modo, acaba dificultando as classes sociais mais pobres que moram em zonas mais afastadas como as favelas a terem contato, por exemplo, a postos de saúde que realizam a vacinação. Além disso, essa concentração acaba também desestimulando a procura por esses atendimentos devido á altos custos de transporte e baixas opções de locomoção. Isso faz com que agrave não só a diminuição dos índices de vacinação registrados no país, mas também o aumento da desigualdade.
Em segundo lugar, a tendência do homem é temer o desconhecido. A desinformação ocorrida nas propagandas de vacinação feitas pelo Ministério da Saúde acaba gerando um desinteresse ou desconfiança por parte da população. Pois, elas passam uma mensagem, na maioria dos casos, totalmente genérica, informando apenas os locais de vacinação e para qual propósito. Deixando de lado sua importância para o indivíduo, os riscos de não ter carteira em dia e seus possíveis efeitos colaterais, expostos de forma clara, objetiva. Por sua vez cria-se uma impudente cultura de não preocupação com o bem-estar das pessoas.
Fica claro, portanto, que a impudência governamental criou uma barreira contra o acesso a vacinação. Para derrubá-la, o Ministério da Saúde, junto com ONG’S, deve garantir a distribuição de vacinas a regiões mais afastas, através de postos moveis ou a realização em outras instituições públicas como escolas. Dessa forma garante que mais pessoas possíveis serão vacinadas. Além disso, o mesmo Ministério, junto com os meios de comunicação, pode criar campanhas como comerciais e cartazes mais claras e objetivas sobre a importância da vacinação para o indivíduo. Assim garante-se não só o acesso, mas o direito da sociedade em melhorar sua vitalidade.