Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 10/10/2018
A Carta Magna de 1988 assegura que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis - como a saúde - para a manutenção da equivalência social.Verifica-se,no entanto,grande discrepância entre a teoria com a realidade nacional,visto que o índice de vacinação diminuiu nos últimos anos.Com isso,surge essa problemática que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país,seja pelo descaso governamental,seja pela desigualdade social enraizada no Brasil.
Em primeiro lugar,consoante o sociólogo francês Émile Durkheim,o fato social é o modo coletivo de agir e de pensar,logo,um indivíduo que vive em uma sociedade negligente tende a adotar essa singularidade.Nesse contexto,os ínfimos investimentos governamentais em campanhas de vacinação e a precária infraestrutura médico-hospitalar oferecida à população correlacionam-se diretamente com o aumento de casos de sarampo,poliomielite e rubéola - doenças que haviam sido erradicadas no país.
Além disso,sob a perspectiva filosófica de Theodor W.Adorno,a televisão cria certos esteriótipos que influenciam negativamente a liberdade de pensamento do povo.Desse modo,mediante a baixa escolaridade e a falta de informação,pessoas oriundas dos rincões mais pobres da nação dedicam mais tempo para assistir novelas do que para ver programas de saúde que incentivam a vacinação.Em reflexo disso,quadros de febre amarela crescem progressivamente nas regiões Norte e Nordeste,principalmente pela falta de saneamento básico.
Urge,portanto,que as instituições nacionais cooperem para mitigar essa problemática.Cabe ao Ministério da Saúde,com o apoio da iniciativa privada,aumentar o raio de alcance das campanhas de vacinação para as localizações cujos os índices de doenças aumentaram.Ademais,convém ao Estado criar debates sobre o tema nas escolas e na televisão com o intuito de esclarecer a população sobre a importância das vacinas.Com essas medidas,talvez,a teoria do Constituição Cidadã torne-se realidade.