Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 10/10/2018

Se o pintor expressionista Eduard Munch, ao pintar a obra “O grito”, estivesse relatando a realidade na qual a humanidade está inserida, essa certamente estaria refletindo no cenário de notícias falsas acerca das vacinas. Nessa perspectiva, urge mencionar o comportamento de inúmeros brasileiros que prescindem a vacinação e a falta de esclarecimento sobre os benefícios que a imunização promove.

De início, a propagação de “Fake News”, especialmente sobre as principais vacinas existentes revela-se um dos maiores motivos para o retorno de doenças antes erradicadas. Prova disso é a associação da Vacina Tríplice Viral ao desenvolvimento de autismo, que gerou histeria social por conta da popularização de mentiras criadas na “internet”. Dessa forma, é evidente que o meio é coercitivo, pois no lar que os pais recusam-se a vacinar os seus filhos, esses, por sua vez, negligenciarão também a vacinação. Porém, há muitos obstáculos para desarraigar o comportamento antivacinação de parcela da sociedade.

Como se isso não bastasse, a ínfima informação sobre a importância da vacinação também mostra-se um dos fatores que permitem o aumento no número de doenças que possuem imunização. Desse modo, conforme dados do Programa Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973, hoje no Sistema Público de Saúde há uma série de vacinas que pouco são procuradas. Assim, quando os adultos deixam de vacinar seus filhos rompem com o direito de todas criança: receber as vacinas necessárias. Nesse sentido, torna-se relevante a ampliação de esclarecimento para a população que carece de informação sobre a necessidade de ter completa a certeira de vacinação.

Portanto, faz-se necessário que o Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, promova campanhas publicitárias nas principais emissoras e nas redes sociais, com personalidade públicas como a Ivete Sangalo, relatando a importância de vacinar seus filhos, a fim de divulgar e cativar a população sobre a relevância da imunização. Além disso, é preciso ampliar as campanhas de vacinação, por meio de palestras em pré-escolas, ministradas por médicos ou enfermeiros, destinadas aos pais das crianças, com intuito de dirimir as “Fakes News” criadas sobre a vacinação. Dessa maneira, usando os gritos em oníssono, poder-se-á, em médio prazo, reverter o problema.