Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 11/10/2018
A Revolta da Vacina foi uma reação popular à abordagem violenta dos agentes da saúde e à obrigatoriedade da imunização. Hoje, com a tecnologia e a humanização do atendimento médico, essas questões não mais um problema. Entretanto, a falta de informação e acesso e o movimento antivacinas assombram a população brasileira. Devido a isso, torna-se passível de discussão os desafios para garantir a vacinação no país.
Em primeira análise, a carência de acesso e de conhecimento sobre essa imunização afeta a ação dos órgãos de saúde. Há uma má distribuição desses recursos no país, enquanto em alguns lugares, ao sul, sobram, ao norte, faltam. Além disso, os mais favorecidos economicamente optam por qual aplicar, já os menos favorecidos tomam pensando que estarão curados, pois não sabem que a vacina tem propriedades preventivas, ou seja, busca criar uma memória imunológica do vírus para melhor combatê-lo. Logo, essa disparidade de informação e de acesso necessita ser atenuada, pois coloca em perigo a integridade da saúde nacional.
Somado a isso, o Ministério de Saúde registrou uma queda no processo de imunização, isso se deve, em parte, ao crescente número de pessoas adeptas a não vacinação. Esse movimento se apoia nas sequelas de uma minoria populacional, como problemas neurológicos, acusou um médico britânico, reações adversas, fomentadas por “fake news” (notícias falsas) e, também, alegam conspiração por parte do governo para com os cidadãos. Esses argumentos são duramente refutados pelo médico Drauzio Varella, num artigo de opinião publicado em seu site, onde esse defende que as razões das pessoas antivacinas são baseadas em achismos e pseudociência. Assim, é notório a influência desses pensamentos nos cidadãos e o agravante no risco do reaparecimento de doenças erradicadas.
Fica evidente, portanto, que a população precisa ser munida de informação para evitar consequências nocivas a ela. Para que isso ocorra é necessário que o Ministério da Saúde, para maior alcance, crie propagandas, mostradas nos comerciais televisivos, e produza palestras abertas a comunidade local, exibidas nos postos do PSF (Programa Saúde da Família), visando explicar o que é, o resultado da recusa e a importância da vacinação, usando como recursos dados estatísticos e depoimentos reais de pessoas vacinadas. Além disso, deve atuar no transporte dessas vacinas, para tornar mais eficiente sua distribuição no país, fazendo um levantamento regional mais preciso da população de risco da eventual doença. Dessa forma, os cidadão terão ciência desse direito e não se deixarão influenciar por movimentos sem embasamento científico e político, isso diminuirá a credibilidade e, consequentemente, o número de seguidores dos antivacinas. Só assim, o Brasil evitará uma nova Revolta das Vacinas.