Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/10/2018

Desde o iluminismo, entende-se que a sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o reaparecimento de doenças erradicadas no brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não executado na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do pais. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, é possível perceber no Brasil, a ineficácia do governo ao oferecer o volume de vacinas necessário para a população, haja vista que boa parte dos postos de saúde estão com deficiência no volume de vacinas.

Outrossim, destaca-se a crescente onde dos movimentos anti-vacina, como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, pessoas adeptas ao movimento anti-vacina caminha em contra-mão ao progresso social, assim, influenciando a sociedade de forma negativa e imprudente.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que promovam a construção de uma vida melhor. Destarte, o senado brasileiro deve sancionar uma lei que puna de forma eficaz os cidadãos que não mantém a carteira de vacinação em dia, a fim de diminuir a população não vacinada. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação deve instituir nas escolas, palestras ministradas por profissionais da saúde, que discutam a importância da vacinação para a saúde individual e social.