Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 18/10/2018

A Organização Mundial da Saúde - OMS - afirma que a vacinação de uma indivíduo é a principal e a mais eficaz forma de imunização contra inúmeros microorganismos patogênicos. Contudo, percebe-se que tal ato de promoção de saúde não é compartilhado por todos na sociedade brasileira. Nesse contexto, avaliar os aspectos que perpetuam essa problemática vigente, torna-se imprescindível.

Em primeira análise, é válido ressaltar que, ainda no século vinte, o caráter compulsório e a pouca informação prestada pelos governantes à população sobre as benécies de uma vacina culminou na Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro. De maneira análoga, as sucintas campanhas publicitárias de imunização do país corrobora para o desconhecimento de boa parte da nação de tal procedimento, acarretando decréscimo de pessoas protegidas no país. Prova disso são os dados do Programa Nacional de Imunização - FNI- que aponta que, desde de 2013,  a cobertura de preservação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola está abaixo do ideal de 95%. Dessa forma, vê-se que essa conjuntura abre espaços para essas enfermidades, já, erradicadas na pátria, voltem acometê-la.

Ademais, convém frisar que a ausência de uma educação universalizada na nação é um ponto preponderante para que campanhas de vacinação não tenham êxito. Segundo o educador Paulo Freire, a educação abre a mente do homem a várias perspectivas do mundo, fazendo-o escolher  as boas condutas nesse meio. Da mesma forma, quando absorta do processo de desenvolvimento intelectual do indivíduo, leva muitos a desvalorizarem, inclusive, o ato de se vacinar, por simples fato de não conhecerem a importância dessa intervenção protetora, essencial para manutenção de uma boa saúde. Comprova-se isso por meio de uma reportagem exibida recentemente no Jornal Nacional da rede Globo, o qual abordava que as pessoas com níveis de escolaridade baixos são maioria entre os não imunizados em todo país. Desse modo, medidas fazem-se urgentes para solucionar esse quadro alarmante.

Fica claro, portanto, o imenso desafio de universalizar a vacinação no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Saúde pode destinar mais verbas para que aumente o número de propagandas disseminadas na rádio e TV, a fim de conscientizar toda população da importância de se imunizar, para que haja uma maior adesão as campanhas de vacinação no país. Outrossim, as escolas podem elaborar palestras ministradas por profissionais de saúde, convidando os alunos e os pais desses, com intuito de abordar relevância da vacina no combate as várias doenças ao longo da história, estimulando a eles aderir esse ato. Assim, a máxima do filósofo Platão pode ser aplicada, que diz " o importante não é viver, mas viver bem.