Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/10/2018

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu Artigo 1, todo ser humano nasce livre e igual em dignidade e direitos. Além disso, é dotado de razão e consciência, devendo agir em relação ao outro com espírito de fraternidade. Em contrapartida, o ato de deixar de vacinar-se, seja por própria vontade ou não, fere o citado espírito fraterno, uma vez que prejudica não apenas o ser que o faz como também a sociedade em geral.

Conforme dito por Albert Einstein, físico alemão do século XX, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Parte considerável dos motivos que levam cidadãos a não imunizarem-se está relacionada às “Fake News”: notícias falsas baseadas na desinformação e/ou em boatos os quais fomentam um preconceito da população ante o ato de vacinar-se. A exemplo, pode-se mencionar o boato de que a vacina contra Febre Amarela levava à morte, fato determinante para que muitos brasileiros não imunizassem-se.

Além do fato elencado, é tácito que há um progressivo corte de recursos destinados à saúde pelo Governo. Por conseguinte, o número de vacinas produzidas pode ser insuficiente para alcançar toda a cobertura necessária. Assim, surge um problema grave de saúde pública, visto que doenças antes erradicadas podem vir à tona novamente.

Em face do exposto, é evidente a necessidade de um redirecionamento dos recursos do Governo Federal para o Ministério da Saúde através do repasse de verba suficiente à gestão digna desse setor, afim de que seja garantido à todos o Direito Fundamental à saúde previsto na Constituição Federal de 1988 e, assim, o Programa de Imunização tenha seu pleno alcance.