Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 18/10/2018
No final do século XX o mundo comemorou a descoberta da vacina contra a poliomielite. Tal doença leva as crianças à paralisia. Entretanto, alguns anos depois, as vacinas passaram a ser vistas com desconfiança pela sociedade que, muitas vezes, opta pelo risco de estar vulnerável a uma doença em detrimento de prevenir-se contra ela.
Essa desconfiança é, em grande parte, disseminada por meio de fake news nas redes sociais. Nessas plataformas digitais pessoas ou grupos compartilham notícias falsas associando as vacinas ao desenvolvimento de doenças como o autismo, mesmo sem ter nenhuma base científica. Assim, cria-se uma cultura de medo que leva as pessoas a não vacinarem seus filhos, deixando-os desprotegidos diante de doenças fatais.
Soma-se a isso a ineficiência do Estado na elaboração de campanhas publicitárias de vacinação, pois, segundo o jornal O Estadão, a verba destinada às campanhas aumentou em 60%, mas as taxas de vacinação não param de cair. A corrupção generalizada que assola o nosso país faz com que as poucas campanhas que existem sejam de péssima qualidade e não consigam convencer o público da necessidade da prevenção.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Se de um lado pessoas mal intencionadas espalham fake news, o Ministério da Saúde deve criar campanhas que desmistifiquem as vacinas, uma ouvidoria que responda todas as dúvidas das pessoas em relação a elas. Além disso, o Ministério Público deve investigar a utilização das verbas pelo MS, para que a corrupção seja combatida. Dessa maneira, não voltaremos a ver toda uma geração de crianças contaminadas pelo poliovírus e outros agentes infecciosos como no século anterior.