Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/10/2018
Como se sabe, o Brasil é um Estado Democrático, e portanto, está teoricamente consonante com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que assegura o acesso à saúde por todo cidadão. Contudo, devido à cultura da desinformação e à infraestrutura precária dos centros médicos, os brasileiros vêm gradualmente negligenciando os procedimentos de vacinação e não usufruindo desse direito fundamental na prática. Assim, doenças antes consideradas erradicadas, como o sarampo e a poliomelite têm reaparecido e gerado um infortúnio social.
Em primeiro plano, é essencial salientar a ineficaz atuação do meio acadêmico na consolidação das vacinas. Segundo Kant, o homem é um produto da educação que recebe, e dessa forma, é dever da escola esclarecer sobre a relevância e a segurança dos métodos de imunização ativa. Com isso, diante de tal passividade, as notícias falsas, como aquelas que afirmam que vacinas causam câncer e provocam distúrbios mentais , estão se proliferando e motivando grande apreensão quanto ao ressurgimento de antigas moléstias.
De outra parte, ainda que a população tente se prevenir de doenças contagiosas, ela esbarra no estoque limitado de substâncias profiláticas que são disponibilizadas em hospitais e em postos de saúde. Além disso, quanto menor o número de pessoas imunizadas, maior o risco de uma epidemia imparável. À titulo de ilustração , pode-se citar o recente surto de febre amarela no Sudeste brasileiro, evidente reflexo da baixa cobertura nacional de vacinação.
Por conseguinte, é perceptível que a defasagem no programa nacional de imunização é um revés e medidas devem ser tomadas para elevar o uso de fármacos preventivos.Torna-se imperativo que os Ministérios da Saúde e da Educação realizem uma parceria de forma a expandir os debates e diálogos informativos acerca da importância da vacinação nos ambientes escolares,assim, os jovens poderão influenciar positivamente seus familiares e consolidar uma cultura de imunização. Ademais, a sociedade civil deve se organizar para exigir a correta e suficiente destinação de recursos para o setor da saúde, não deixando que se falte vacinas para a medicina da família.