Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 18/10/2018
Tido como um dos momentos mais memoráveis à medicina moderna, o descobrimento da penicilina abriu portas para que vacinas e medicamentos pudessem ser desenvolvidos em sua posterioridade. Uma grande mudança não somente no âmbito da saúde, mostrou-se também impactante sob o social, beneficiando milhares de pessoas desde então. Em contrapartida, alarma-se o fato do Brasil, um dos países mais beneficiados por tais inventos, ter sua taxa de doenças tão elevadas nos últimos 5 anos, evidenciando assim a necessidade de mudança.
Em contraste ao dito fato, tanto a expectativa quanto a qualidade de vida mostraram-se superiores desde as implementações das vacinas à população em geral. Graças a ela, a possibilidade de viver mais de 50 anos plenamente tornou-se possível não só as camadas favorecidas como também as menos privilegiadas, visto que a Constituição garante igualdade a todos. Logo, nega-la caracteriza-se por uma medida ilegal, e o Ministério da Saúde alerta a cerca disto ao investir cada vez mais em campanhas pró vacinação, que em 2017 teve um aumento de 60%
Tendo isso em mente, uma das maiores causas para o pico no aumento de doenças como caxumba, rubéola e sarampo desde 2013 caracterizou-se pela falta do comprometimento não somente da parte dos pais ao negligenciarem a saúde dos seus filhos acreditando em “fake news” como também do Estado, que mesmo investindo R$ 4,5 bilhões em vacinas não garantem cobertura ampla a população. Um retrato concreto acerca dessa realidade é a taxa contra a poliomelite, que mostrou-se a pior em 12 anos ao alcançar menos de 10% da meta mínima de pessoas tratadas estabelecida nacionalmente.
Nessa conjuntura, o Ministério da Saúde juntamente aos Municípios brasileiros devem assegurar a desmitificação das notícias de má fé espalhadas pelas redes sociais ao investir em campanhas no meio online para a população a fim de remediar a crescente taxa de pessoas sem vacinação no país. Logo, campanhas dessa conjuntura encerrariam a má distribuição quanto a verba enviada em 2017 para propagandas e garantiriam a aplicação desse dinheiro em um âmbito mais visível, combatendo-se dessa maneira grande parte dos problemas que interferem diretamente na melhoria da saúde aos brasileiros.