Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 19/10/2018

Durante o mandato do presidente Rodrigues Alves, no início do século XX, após a estipulação de uma campanha de vacinação obrigatória, houve a chamada Revolta da Vacina, da qual alguns dos motivos foram a falta de informação e a forma como foi implementada a campanha em um governo autoritário. Atualmente, os movimentos anti-vacinas voltaram a aparecer, comprometendo a saúde principalmente de crianças.

O Brasil tem um grande histórico de doenças que foram erradicadas graças às vacinas, como a poliomielite e o sarampo. As vacinas para tais doenças são tomadas por crianças, para evitá-las desde cedo. O sucesso das campanhas de vacinação causa no brasileiro a sensação de que a vacina não é mais necessária, o que integra cada vez mais pais nos movimentos anti-vacinas.

É importante lembrar, ainda, do surto da peste negra, cujo foi uma das mais fortes pandemias do mundo. Devido a ciência médica não ser suficientemente desenvolvida na época, não sabia-se a causa da doença, ou seja, a falta de informação fez com que milhões de pessoas morressem. Evidencia-se, analogamente, que a sociedade atual recusa-se a absorver informação sobre o que a ameaça, mesmo esta estando cada vez mais fácil de ter acesso.

Conclui-se, portanto, que é preciso que os pais e responsáveis por crianças assumam sua responsabilidade diante do risco da volta de doenças erradicadas. Sendo assim, é necessário um maior investimento do governo em propagandas que cedam informações e alertem sobre as possíveis consequências da volta de tais doenças, além do estabelecimento de uma parceria com comunidade e família durante as campanhas de vacinação, e então, será possível amenizar os problemas provenientes da recusa da vacina, podendo evitar que antigas doenças voltem a ameaçar a população.