Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 20/10/2018
No ano de 2016, a taxa de vacinação contra poliomelite foi a menor durante a década. Em consonância a isso, vale lembrar que os desafios para garantir a vacinação da população vêm aumentando no decorrer dos anos, assim como a ocorrência das doenças prevenidas por ela. Assim, compreender a importância da imunização secundária dos brasileiros é fundamental, a fim de quebrar paradigmas e garantir a saúde do povo. Cabe ressaltar o papel da desinformação dos cidadãos e paradigmas sociais na perpetuação desse entrave.
A priori, o desconhecimento sobre a real funcionalidade de manter-se vacinado causa criação de boatos que acabam gerando preocupações inconsistentes e levo o indivíduo a ter medo dessas suposições e deixar de vacinar. Isso porque a falta do saber e a crença da não necessidade de buscá-lo ajuda a tornar os seres humanos mais manipuláveis, com isso mais suscetíveis a ludibriação. Nesse sentido, o filósofo Johann Goethe tem um pensamento relevante, o qual acreditava que nada no mundo é pior que a ignorância em ação. Portanto, deixá-la perpetuar no meio social, sabendo dos malefícios decorrentes, é errôneo e inadequado.
Outrossim, a medicina têm avançado muito nos últimos anos e nem sempre os novos descobrimentos são passados de modo acessível às pessoas, deixando-as a merce disso provoca despreparo e atividades reacionárias contra algo benéfico. Em decorrência, cria-se uma resistência popular desnecessária e invenções indignas - como por exemplo que o objetivo de o governo distribuir vacinas é torna-la acessível aos pobres e mata-los por ela ser um veneno - que poderiam ser evitadas. Uma retração dessa situação foi a Revolta de Vacina ocorrida em 1904, que decorreu do desconhecimento da população acerca do que era vacina e sua função. Esse pensamento reflete a inexistência de dialogo entre sociedade e governo.
Evidencia-se, em conseguinte, a necessidade de mudar essa realidade . O Ministério da Educação juntamente do Ministério da Saúde devem levar as escolas palestras educativas com profissionais da saúde -médicos, psicólogos e enfermeiras- sobre a vacinas e sua funcionalidade, desse modo desmistificará os boatos e torna acessível o conhecimento sobre elas, dando a população espaço á discussão sobre esse assunto como também garantir o direito constitucional a uma vida digna. Ademais, o Supremo Tribunal Federal deve implementar equipes responsáveis por identificar a circulação de notícias falsas nos meios sociais e dar a devida punição aos infratores por estarem difamando assuntos do governo e problematizando o bem social.