Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 24/10/2018
No Brasil contemporâneo, vive-se sob a égide de uma democracia que provém da Constituição Federal promulgada em 1988. A partir desse pressuposto, inscritos em tal conjunto de leis, estão os direitos sociais, os quais são descritos no artigo 6º, assegurando, por exemplo, a saúde a todos os cidadãos. Entretanto, apesar de garantido pela Carta Magna vigente, podemos perceber que a persistência de heranças históricas e a ineficiência estatal prejudicam a vacinação. Logo, torna-se necessária maior atenção do Estado e da sociedade para mitigar esse desafio e não permitir o comprometimento do bem-estar dos brasileiros.
A priori, vale ressaltar a significante carga histórica que os problemas com a vacinação apresentam, já que advêm da Primeira República, no início do século XX. Nesse contexto, houve a Revolta da Vacina, que foi uma reação popular à campanha da vacinação obrigatória, posta em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Desse modo, a manifestação foi, principalmente, devido à falta de informações sobre as reais finalidades da vacina. Sendo assim, atualmente, as campanhas desse procedimento preventivo contra epidemias não chegam, sobretudo, às classes menos favorecidas e estas ficam mais expostas à futuras doenças.
A posteriori, caberia lembrar ainda as palavras de Drauzio Varella, célebre oncologista brasileiro. Esse médico, por seu turno, dizia que: “A saúde como direito de todos e dever do Estado é uma demagogia e ainda tira a responsabilidade dos cidadãos sobre o próprio bem-estar.” Nesse sentido, grande parte da população não cuida da própria saúde com o objetivo de deixar para e Estado e este, muitas vezes, não consegue nem mesmo disponibilizar as vacinas, que é um direito de todos. Frente a isso, a não vacinação traz riscos de epidemias e compromete e bem-estar da população.
Destarte, para enfrentar os desafios de assegurar os direitos sociais, principalmente os referentes à saúde, é necessária uma política que se oriente pelo princípio da responsabilidade compartilhada dos atores sociais, como o Estado e a sociedade. Inicialmente, compete ao Governo, na figura do Ministério da Saúde, promover políticas públicas, por meio da melhoria da infraestrutura dos locais de vacinação e aumento do número de materiais disponíveis para realização do procedimento, com o intuito de manter toda a população imunizada de epidemias. Por fim, é função da sociedade civil organizada, por sua vez, sensibilizar a população, por intermédio de campanhas nas redes sociais sobre a importância das vacinas e divulgação de seus objetivos, a fim de propagar as notícias sobre a saúde e garantir o bem-estar dos cidadãos. Dessa maneira, tendo essa medidas como reais e concretas, poder-se-á viver em um país justo e solidário.