Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 22/10/2018

O conceito de promoção de saúde via vacina chegou ao Brasil no séc. XIX causando pânico à população. Duzentos anos depois, o que era motivo de rejeição alçou lugar de  modelo de sucesso, o programa de vacinação desenvolvido no país virou produto de exportação. Entretanto, nas últimas décadas, vem se observando uma queda acentuada no número de crianças atendidas por esse serviço, a precariedade do serviço público de saúde, bem como a desinformação de setores da população são fatores que ao serem analisados ajudam a elucidar o fenômeno.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, de 2007 a 20016 o número de crianças imunizadas reduziu 8%, saindo de 106% para 98%. Os números são mais alarmantes ainda se for considerado o caso específica da poliomelite onde o declínio foi de 10%. O desabastecimento de vacinas essenciais e a existências de municípios com menos recursos para gerir programas de imunização podem ser apontados como motivos desse decréscimo.

Ainda, outro elemento  que deve ser considerado é o aumento do movimento antivacina no Brasil. Iniciado na década de 90, tal movimento é ancorado em falta de informação especializada e pesquisas equivocadas , como a do cientista inglês Andrew Wakefield, um dos grandes contribuintes para a ignorância disseminada sobre vacinas. É válido salientar, que no país, a vacinação é obrigatória em casos recomendados pelas autoridades sanitárias, e não uma escolha individual tomada pelos pais, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Infere-se, portanto, que se faz necessário medidas que visem  sanar o problemas apresentado, tais como: o investimento em unidades básicas de saúde promovido pelo Ministério da Saúde; a vinculação, nas mídias, de propagandas que elucidem à população quanto à segurança e a importância das vacinas; e, por fim, as escolas devem ser orientadas, pelas prefeituras, a verificar, no momento da matrícula, a caderneta de vacinação do aluno e informar à família e às autoridades sanitárias casos de ausência de doses obrigatórias.