Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 22/10/2018

A Revolta da Vacina, ocorrida no início do século XX, foi uma reação popular à campanha de vacinação obrigatória pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Entretanto, na atualidade, essa obrigatoriedade deixou de existir, e o surto de diversas doenças torna-se realidade. A partir disso, é necessário analisar como a negligência populacional e a precariedade dos serviços públicos interferem na problemática acima.

Como primeira constatação, observa-se que preocupações associadas à vacinação não apenas existem como vem crescendo a cada dia. Por conta disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais, emerge como a mais recorrente a negligência populacional. Isso acontece, principalmente, em virtude da falta de aceitação da sociedade em acreditar no potencial da imunização visto que, de acordo com o Programa Nacional de Imunização, muitos pais se recusam a vacinar os filhos inviabilizando, por exemplo, campanhas como a do papiloma vírus humano (HPV), causador do câncer de colo do útero.

Outro ponto que merece atenção está relacionado a falta de estrutura dos postos de saúde e dos hospitais. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é direito de todo cidadão o acesso de qualidade à saúde, porém, o Poder Executivo não efetiva o mesmo, é esse benefício encontra-se deturpado no Brasil, uma vez que a má gestão dos recursos públicos impossibilita a ocorrência desses serviços. Com efeito negativo, a eficácia da imunização é comprometida em escala nacional, fazendo com que os direitos da população permaneçam no papel.

Logo, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Em razão disso, a Organização Mundial da Saúde, junto à mídia, deve promover palestras como o auxílio de médicos, por meio de cartilhas que informem a importância da vacinação a sociedade, a fim de educá-la sobre os benefícios das vacinas. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde promover a melhoria no sistema público de saúde, através de investimentos direcionados às unidades básicas, com o intuito de ampliar a cobertura nacional de imunização e assegurar o direito mínimo de todos os indivíduos. Com isso, a longo prazo, é possível garantir a vacinação dos brasileiros, como desejava o sanitarista Oswaldo Cruz.