Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2018

Durante a história do Brasil, as práticas de vacinação sempre foram apoiadas pelo governo, porém, em alguns momentos, retaliada pela população, como a Revolta da Vacina, realizada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, no início do século XX, no Rio de Janeiro. No limiar do século XXI, o Estado ainda encontra certos desafios que precisam ser superados para assegurar a saúde da população, como a ineficiência do SUS (Sistema Único de Saúde) e a falta de informação da sociedade sobre a real importância da vacinação, no âmbito individual e coletivo. Deste modo, urgem medidas que consigam solucionar essa problemática.

Nessa conjuntura, é importante citar a precária situação que se encontra o sistema de saúde pública do país. A prática de vacinação torna-se, em consequência, ineficiente nas regiões mais pobres do país, devido à baixa disponibilidade de profissionais da saúde, bem como o desabastecimento de materiais nas UBS (Unidade Básica de Saúde) que promovem a ação no local. Segundo o jornal BBC, a taxa de vacinação contra poliomielite caiu em cerca de 20% entre os anos de 2015 e 2016, nas crianças menores de 12 anos, evidenciando as mazelas da negligência estatal com as classes menos favorecidas e um grande retrocesso para a história da saúde no país.

Outrossim, no que tange a área sociocultural, pequena parte do povo brasileiro, ainda resiste às políticas de imunização, pela descrença no poder das vacinas, essas pessoas optam por não cumprir o calendário de vacinação feito pelo governo. Em contrapartida, observam-se, significativos aumentos nos investimentos em propagandas de incentivo à vacinação de acordo com o site O Globo, entretanto, não é visto o resultado esperado no aumento das pessoas imunizadas. Desse modo, a possibilidade do surgimento de “bolsões” de certas doenças, algumas consideradas erradicadas do país, torna-se uma grande ameaça à saúde nacional.

Evidenciam-se, assim, significativas dificuldades no processo de imunização dos cidadãos brasileiros. É imprescindível, portanto, que o Ministério da Saúde, promova campanhas de vacinação mais eficientes, interagindo com as pessoas que optam por não se vacinar, explicando-as de maneira mais clara possível como a vacina atua em nosso corpo e esclarecendo todas as dúvidas que por ventura haja. Ademais, os profissionais de saúde do país devem receber aperfeiçoamentos nas suas devidas áreas, trimestralmente, feito por aulas online, com professores capacitados. Tentando, desse modo, melhorar a saúde da população brasileira.