Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/10/2018
No século XX, Oswaldo Cruz foi um dos principais motivadores da campanha de imunização, tornando a varíola uma doença quase extinta no Brasil. Porém, décadas de continuidade do seu trabalho são prejudicadas, não só pela percepção de risco da doença , como também os movimentos antivacinas.
Em primeira análise, é válido citar que, as doenças começaram a sumir quando movimentos de vacinação apareceram, em 1904. No entanto, hodiernamente, tem se um aumento de casos, de acordo com a OMS, 2 milhões de pessoas morrem anualmente vítimas de patologias que podiam ser evitadas. Esse dado, portanto, indica que a cultura do ser humano é de se vacinar quando há um risco iminente, quando ele não enxerga esse risco, não trata com prioridade. Na sua maioria, eles acham que se trata de doenças erradicadas, e por isso há uma maior dificuldade de enxergar seus perigos.
Outrossim, grupos antivacinas ganham espaço através de fake news, com argumentos para demolir um fenômeno sem base científica, mas que se populariza e ameaça as conquistas da vacinação. Além do mais, a pouca informação na mídia sobre a gravidade destas doenças, contribui para que esses grupos ganhem forças, já que doenças como rubéola, sarampo e poliomelite foram erradicadas, e não são mais vistas por parte da sociedade e nem noticiadas pelo governo.
Em suma, são necessárias medidas para resolver o impasse. Cabe ao governo, o investimento em campanhas publicitárias que informe o funcionamento e riscos da doenças, para que os cidadãos tenham total informação e assim acabar com as fake news espalhadas; O MEC, junto da OMS, podem realizar campanhas de conscientização em escolas e bairros, através de reuniões comunitárias e aulas para os jovens; O poder legislativo, a fim de aumentar o números de vacinação, deve criar leis que vetem o uso de serviços públicos para pessoas que não estão com a vacina em dia, além de deixar os centros ativos por longos períodos.