Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 22/10/2018

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Em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a revolta da vacina que pedia o fim da obrigatoriedade da imunização por desconfiança do que poderia vir dentro da substância. A partir desse parâmetro, é possível analisar na atual conjuntura brasileira, esses valores obsoletos na atitude de indivíduos, que dessa forma recusam a prevenção ajudando na proliferação de doenças. Com efeito, o desafio para garantir a vacinação no país, atualmente, provém da relação direta entre negligência social e indiferença estatal.

Em primeiro plano, é importante destacar, o papel da sociedade brasileira na criação de um ambiente propício para que notícias falsas se alastrem rapidamente, sem o interesse de confirmar a veracidade dos rumores. Dessa forma, deve-se ter em vista que inúmeras doenças já foram erradicadas do Brasil através da inserção de antígenos. Confúncio, filósofo chinês, disse “Não corrigir nossas falhas, é o mesmo que cometer novos erros”, o que faz um alerta as doenças as quais podem voltar a aparecer caso não haja uma propaganda eficaz quanto ao assunto.

De outra parte, é válido salientar, a função do governo como um agente coercitivo afim de promover o bem estar social. Nesse contexto, a falta de uma assistência mais imediata e acessível faz com que muitas pessoas deixem de realizar a profilaxia pela dificuldade de obtê-la. Paralelamente a isso, em 2011, teve o fim do Zé gotinha, que tratava-se de uma campanha com personagem querido pelas crianças, contra a poliomielite, doença que ataca o sistema nervoso podendo causar paralisia. Consequentemente, no ano de 2018, segundo o Programa Nacional de Imunizações, o Brasil tem o menor índice de vacinação em dezesseis anos. Dessa forma, cabe ao ministério da saúde agir com medidas viáveis.

Portanto, a ausência de prevenção que pode ocasionar no reaparecimento de diversas enfermidades, possui forte ligação com corpo social e estado. Em virtude disso, cabe a mídia televisiva, aprimorar a criação de personagens que sofram a consequência de adquirir uma doença pela ausência da imunização, por meio da ficção engajada, com seriedade, com objetivo da população buscar sua profilaxia nos postos de saúde e aumentar o debate em cadeia nacional. Dessa forma, a revolta da vacina seria feita por outro motivo, senão a falta de conhecimento do conteúdo, da substância, pela população.