Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 22/10/2018
Durante o século XX, no Rio de Janeiro, ocorreu a Revolta da Vacina, na qual a população recusou-se a tomar a vacina antivaríola imposta pelo Governo, devido ao desconhecimento e medo de seus efeitos. No entanto, apesar do avanço da sociedade e seu acesso à informação, movimentos antivacinas têm se tornado frequentes no Brasil, fato esse que é um dos fatores que contribui para a redução da taxa de vacinação no país. Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam tomadas para garantir a vacinação adequada da população, no contexto brasileiro.
Devido ao processo de globalização, a disseminação de informações tornou-se instantânea, inclusive a divulgação de fake news. Sob esse aspecto, movimentos antivacinas têm ganhado força nos últimos anos, baseados em suposições falsas de que vacinas teriam um efeito negativo nas crianças, podendo gerar autismo, por exemplo. Mediante divulgação massiva desse tipo de informação, pais pararam de levar seus filhos para vacinar, aumentando, consequentemente, o número de doenças que, até então, estavam erradicadas no Brasil. Como forma de combate a propagação de fake news, é necessário a contínua atuação de campanhas de conscientização nas plataformas midiáticas.
Consoante à Constituição Federal de 88 e o Estatuto da Criança e do Adolescente, a família, assim como o Estado, possuem a obrigação de garantir o acesso à saúde, visando reduzir o risco de doenças e de outros agravos. Haja vista que cerca de 4,5 bilhões de reais foram investidos em recursos de vacinação no ano de 2017, segundo o Ministério da Saúde, o decréscimo da taxa de pessoas vacinadas dá-se devido à baixa procura pelas vacinas por parte da família, seja pela falta de tempo ou por acreditar que causam efeitos adversos.
Faz-se mister, portanto, a urgência de medidas que alterem o atual cenário brasileiro de baixo índice de vacinação e ressurgimento de doenças. Cabendo ao Ministério da Saúde em parceria com veículos midiáticos, o papel de ampliar as campanhas de conscientização, através de propagandas e cartilhas educativas que informem as consequências da falta de imunização, para que a sociedade desenvolva a percepção de sua importância. Ademais, as prefeituras em conjunto com ONGs devem intensificar projetos voltados para a aproximação entre família e instituições de saúde, como os “Dias D” de imunização infantil, em prol de um maior aproveitamento de vacinas e elucidação da população acerca dos benefícios da vacinação. Dessa forma, agindo com o intuito de atenuar a atual realidade alarmante nacional.