Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2018

Surgido no século XVIII, a vacina, criada pelo médico inglês Edward Jenner, revolucionou a prevenção da Varíola que acometia toda Europa, doença altamente fatal, salvando vidas de crianças, adultos e idosos pós descobertas. Entretanto, apesar do avanço tecnológico e social na área da saúde, doenças até pouco tempo controláveis voltam a assombrar famílias brasileiras, seja pela precarização de centros básicos no atendimento e obtenção de recursos hodiernamente ou baixa informações sobre importância desse ato. Tal quadro ocorre devido não só à omissão de recursos para serviços públicos de saúde, mas também, à desinformação e notícias falsas sobre vacinas.

Numa primeira instância, é perceptível a falta de estrutura e recursos da saúde e hospitais na eficácia da imunização em escala nacional. Nesse contexto, com um carcomido sistema de gestão dos investimentos públicos, desvios e corrupções enraízam-se e potencializam a precariedade das unidades de saúde, dificultando melhorias e qualidade dos serviços prestados, afetando o acesso da população à vacinação. Posto isso, de acordo com a Agência Brasil, doenças como sarampo, rubéola e poliomielite reaparecem em 2018 com incidências elevadas na região Norte, ratificando a omissão do manutenção governamental na prevenção.

Além do mais, são evidentes o impacto que notícias falsas e as desinformações acarretam para compreensão da relevância da vacinação no Brasil. Nesse viés, com notícias falsas - ‘’Fake News’’ - sobre doenças que as vacinas causam e seus malefícios à sociedade ganham destaque e afetam, sobretudo, camadas mais vulneráveis da população, que não entendem as consequências da falta da imunização preventiva. Sob esse ângulo, de acordo com Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico, em que as partes devem se interagir de maneira harmônica e coesa, buscando o equilíbrio e estabilidade do corpo civil. Em virtude disso, é essencial o apoio das camadas sociais na verificação de notícias e engajamento a favor de campanhas de vacinações.

Assim, é mister que o Ministério da Educação e o Governo Federal invistam no sistema de saúde pública, por meio de recursos destinados às unidades básicas na sua melhoria de infraestruturas e manuseio laboral, buscando, de fato, ampliar o contingente de vacinados nacional, consoante compreensão da importância da vacinação à população. Ademais, é elementar que o Prefeito de cada Município, aliado com ONGs, aproximem famílias e instituições de saúdes, por meio de rodas de debates e oficinas culturais ministradas por médicos e membros da saúde pública, com enfoque nos direitos de vacinação como cidadão brasileiro, suscitando consciência e percepção de ações sociais na causa civil, para que, com efeito, esse quadro se desdobre para melhor no país.