Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 23/10/2018

O processo da vacinação teve como seu objetivo histórico a prevenção de doenças, afim de melhorar e alongar a vida. Contudo, nas últimas décadas, as campanhas, o seu principal meio de promoção, vêm encontrando dificuldades em cumprir suas funções. Desse modo, a disseminação de informações de veracidade duvidosa em meios virtuais e a inacessibilidade são agentes agravantes.

No final dos anos 90, a difusão da associação errônea entre as vacinas e autismo, pelo então médico Andrew Wakefield, ilustra a realidade atual. Logo, a propagação dessa “fake news” provocou uma descredibilidade na população mundial nas empresas farmacêuticas.

Entretanto, a escolha pessoal em não obter a prevenção, principalmente dos pais com os filhos, implica nos indivíduos próximos espacialmente. Dessa maneira, cria-se uma janela de vulnerabilidade que pode expor uma criança com sarampo, por exemplo, a um adulto, que é fatal.

Além disso, a ausência de imunizações ou postos de saúde em regiões periféricas e comunidades carentes retrata outro desafio. Assim como a desinformação a respeito das suas vantagens ou aspectos religiosos ou culturais que não aprovam o uso de medicamentos e afins.

Portanto, faz-se necessário promover a ideia da vacina como um benefício mais de que um potencial negativo. Dessa forma, campanhas, via o Ministério da Saúde, de informação e intensificação na fiscalização mais efetiva de postos combateriam as notícias falsas. Além disso, pelas prefeituras das grandes cidades, a construção de equipes estratégicas que visitem casas e verifiquem o estado imunológico das crianças a fim de erradicar as doenças.