Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/10/2018
A vacina, descoberta no século XVIII, configurou o marco fundamental para o avanço da saúde humana. Nesse ínterim, o Brasil se apropriou desse mecanismo e alcançou a erradicação de enfermidades no século XX. Diante desse patamar, verifica-se que a taxa de imunização da população recua a cada ano, o que põe em risco a integridade da saúde pública, uma vez que novos surtos de doenças podem eclodir. Com isso, urge refutar as causas do decréscimo da vacinação, como a contraposição à proteção em simetria com uma mentalidade social inerte, para combatê-las a fim de promover a máxima cobertura imunizadora.
Em primeira instância, destaca-se a resistência à imunização como motor propulsor da imunodepressão da sociedade. De fato, após a disseminação de inverdades sobre os efeitos das vacinas, como a falsa associação do imunobiológico Tríplice Viral ao autismo, revelada pelo inglês Andrew Wakefield, houve uma ascendência no número de movimentos antivacinação por temor das sequelas contestadas. Por consequência, doenças infectocontagiosas, como o sarampo, se alastram entre os imunodeprimidos. Dessa forma , ressalta-se a intervenção pública para reverter o quadro alarmado.
Paralelamente a isso, evidencia-se a percepção enganosa da sociedade de que não é preciso vacinar porque as doenças desapareceram. Nesse cenário, vale destacar a eliminação da febre amarela em 1942 e da varíola em 1970 devido ao sucesso dos programas preventivos. Contudo, as novas gerações, por não presenciarem essas doenças, concluem que as mesmas continuarão adormecidas, o que fomenta a negligência em manter o cartão de vacina em dia. Dessa forma, mudar a concepção social se faz necessário para assegurar uma sociedade saudável.
Destarte, entende-se que a vacinação brasileira enfrenta a difusão de informações inconsistentes somada à ilusão de que epidemias erradicadas não progridem. Assim, emerge-se imperativo que os agentes do Programa Saúde Familiar reforce a imunização, por meio da vacinação a domicílio, com o fito de abranger maior margem imunobiológica. Ademais, compete à mídia televisiva, por meio de campanhas, causar reflexão aos telespectadores sobre a possível retomada de moléstias extintas, com o objetivo de impulsionar a prática de prevenção nos postos de saúde. Desse modo, o país recuperará as taxas de imunizações impostas pelo Ministério da Saúde.