Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 26/10/2018
Até a primeira metade da década de 1980, a Poliomielite apresentou alta incidência no Brasil. Foi preciso anos de uma intensa campanha vacinal até o certificado de eliminação da transmissão do vírus, em 1994. Contudo, atualmente essa doença figura entre as possíveis ameaças à saúde dos brasileiros devido à propagação de fake news e aos insuficientes recursos municipais para garantir a vacinação da população.
A propagação dessas inverdades, principalmente em redes interativas como o WhatsApp, tem causado pânico em pais e contribuído à baixa cobertura das campanhas de vacinação no país. Tal fato deve-se a recomendação alarmista presente nessas publicações, segundo as quais a vacinação causa doenças e leva a morte em muitos casos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017, todas as vacinas do calendário infantil ficaram abaixo do objetivo de 95%.
Somado a esse desafio está a falta de recursos municipais para atingir a meta supracitada. Conforme levantamento da Confederação Nacional do Municípios, cerca de 35% desses locais indicam falta de salas exclusivas para vacinação como exige as normas sanitárias. Assim, o estado não pode distribuir as vacinas necessárias aos locais inadequados. Além disso, a falta de profissionais de saúde para estabelecer uma proximidade com a comunidade é outro entrave às campanhas de imunização. Na cidade de Sapopenha, São Paulo, por exemplo, a prefeitura diz que há 7,8 mil agentes comunitários de saúde quando seriam necessários 8,2 mil.
Portanto, a fim de dissuadir os pais e informar os demais cidadãos, o Ministério da Saúde pode contratar influenciadores digitais para divulgação nas redes sociais do seu novo canal de comunicação no WhatsApp. Já que esse instrumento oferece a verificação de textos ou imagens circulantes nesse aplicativo diretamente com profissionais de saúde. Ademais, os municípios, além de usarem a verba federal destinada a saúde para estruturar os postos já existentes, podem também criar um canal direto de interação nas redes sociais entre os agentes de saúde e os cidadãos.