Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 24/10/2018
A principal forma de combate às doenças no mundo são as vacinas, porém, há uma queda no índice de pessoas vacinadas, o que é preocupante, tendo em vista a periculosidade das patologias. Esse empecilho é agravado pela dificuldade de acesso à educação básica, já que os conhecimentos necessários para o dirimir o problema não chegam igualmente a todos. Além disso, a divulgação de informações falsas, a partir dos meios de comunicação, é uma das causas, uma vez que isso motiva os cidadãos a terem um pensamento negativo em relação a efetividade da imunização. Desse modo, sanar essas questões implica na resolução da situação vigente.
À vista disso, o filósofo Milton Friedman disserta: “A solução do governo para um problema é quase tão problemática quanto o problema em si”. Nessa citação o autor explica a estreita relação entre o governo e os problemas do Estado, pois este apresenta grandes falhas e aquele não tem fluidez para resolvê-las. Isso é amplamente visto na educação básica, em que o acesso a ela não é garantido totalmente, como é notado no dado divulgado pelo IGBE: “O Brasil apresenta mais de 12 milhões de analfabetos”. Dessa maneira, se o ensino não é provido a todos e é por ele que os conhecimentos sobre as enfermidades e o método de profilaxia dessas são adquiridos, é correto afirmar, portanto, que o baixo alcance da educação é uma das principais causas para a problemática das vacinas.
Consoante a isso, na revolta da vacina de 1904, quando o povo rebela-se contra o governo do Rio de Janeiro contra a imunização, nota-se uma ignorância popular, visto que a principal prerrogativa para a luta, era o fato do senso comum ter em mente que a vacina os mataria. Não obstante, isso era apenas um mito que deriva principalmente da divulgação de notícias falsas, porque também nesse período a mídia da época polemizou isso. Essa situação ainda é atual, como é visto no dado divulgado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT): “Notícias falsas se espalham 70% mais rápido”. Dessa forma, a população que tem menos informações verdadeiras tende a evitar as vacinas, em razão de seu medo e por não ter como atestar uma real efetividade, sendo assim, manipulados.
Portanto, o Ministério da educação deve prover ensino, por meio de um plano que tenha como base a criação de um órgão de fiscalização da condição das escolas, como também da presença delas no Brasil, para que haja a garantia do acesso às escolas pelo povo e assim as informações sobre imunização cheguem a todos. Ademais, é dever do CONAR investigar e retirar as matérias dos jornais que possuam “fake news”, por intermédio de um projeto baseado na ampliação dos integrantes desse programa com a abertura de novas vagas em todos os estados, a fim de diminuir exponencialmente a manipulação midiática e garantir que as informações divulgadas sejam verdadeiras.