Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 24/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas em 1948 assegura de forma plena o acesso ao serviço de saúde para todas as pessoas, dentre esses direitos se inclui a vacinação. Entretanto, a ampla propagação de falsas notícias e o desconhecimento das doenças acometidas pela falta das doses de prevenções coloca em risco a saúde da população brasileira.
Depois de diversos esforços econômicos, sociais e logísticos para garantir índices altos de cobertura na prevenção de doenças virais e bacterianas, o Brasil viu seus números de vacinados caírem de acordo com levantamentos recentes do Ministério da Saúde. A disseminação de informações e relatos – sem comprovação efetiva – é alarmante. A busca insaciável por atenção nas redes virtuais fomenta a criação de teorias e conspirações que aterrorizam pais, adolescentes e toda população que antes era efetivamente participativa nas diversas campanhas de vacinações.
Além disso, com a erradicação e baixos números de casos de patologias prevenidas pelas vacinadas disponibilizadas, aos olhos daqueles desprovidos de conhecimento o problema parece ser menos grave do que os diversos efeitos causados pela poliomielite, sarampo, coqueluche e outras. A sensação errônea de segurança sentida juntamente com a disseminação de falsas informações fortalecem o movimento antivacina. Portanto, memorando a teoria do educador Paulo Freire, que trata da educação como dever mutuo e coletivo, é necessário que hajam intervenções elaboradas pelo Ministério da Saúde e da Educação que viabilizem a aprendizagem coletiva, como reuniões e palestras desenvolvidas e ministradas em escolas e postos de saúde para pais, crianças e demais interessados, retirando a perspectiva ruim que a vacinação foi exposta e tornando-a de fácil entendimento, dessa forma, propagando informações relevantes e verdadeiras para extinção do pavor causado pelas notícias falsas.