Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
O Brasil tem um dos melhores e mais abrangente programa de imunização do mundo, no entanto nos últimos anos tem apresentado baixa nas coberturas vacinais. Fatores como a crise econômica que assola o país e os movimentos antivacinas podem explicar esse cenário. Dessa forma, é muito importante propor medidas que visem amenizar a situação.
Em primeiro lugar, o Brasil a partir do ano de 2014 até o presente ano de 2018 enfrenta uma grave crise econômica. Como consequência, medidas polêmicas como a Proposta de Emenda Constitucional(PEC) que congela os gastos públicos em saúde e educação por 20 anos foi aprovada, obriga o Estado a remanejar os investimentos para projetos considerados mais importantes. Enfim , campanhas de imunização de doenças menos recorrentes deixam de ser feitas em detrimento de outras mais frequentes, o que contribui para uma menor cobertura vacinal e até o reaparecimento de doenças já controladas.
Outrossim, ainda que tímido o movimento antivacina tem crescido no Brasil. Tal grupo é composto por pais ou responsáveis que decidem não vacinar as crianças por acreditarem em estudos que relacionam algumas vacinas com o desenvolvimento do autismo, e por não confiarem na produção desses remédios. Certamente, tais crenças não tem respaldo científico e só aumentam a possibilidade de um surto de doenças já controladas. No Brasil é obrigatória a vacinação de crianças pelos responsáveis de acordo com o ECA( Estatuto da Criança e do Adolescente). Diante disso, é necessário realizar projetos que visem acabar com essas notícias falsas a respeito das vacinas que são extremamente seguras.
Fica evidente, portanto a necessidade de um trabalho mais efetivo por parte do poder público e das mídias sociais junto com o Ministério da Saúde. A priori, a retirada da PEC que congela os gastos em saúde e educação seria importante, e o remanejo do dinheiro de outras áreas menos importantes para manter todos os projetos de imunização em funcionamento. Ademais, o Ministério da Saúde deve ampliar o programa já existente que visa informar e desmentir as fake News que sustentam o movimento antivacina, por meio das redes sociais como facebook e whatsaap que é por onde as fake news circulam. Assim sendo, os desafios que impedem uma cobertura vacinal eficiente e completa serão amenizados.