Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 24/10/2018

Considerada por muitos especialistas da área da saúde como um dos maiores avanços da medicina, a vacina atua promovendo a imunização à doenças e, consequentemente, a sua disseminação. Mesmo com toda essa relevância, por falta de conhecimento há quem discorda da sua eficiência/necessidade, isso foi capaz de ocasionar revolta contra a vacinação -Revolta da Vacina-, e o Estado mostra-se falho na oferta de imunizadores, esses fatores corroboram para o decaimento das taxas de imunização dos brasileiros e ressurgimento de doenças. Para que medidas sejam implementadas a fim de melhorar esse cenário, a discussão acerca das desafios para garantir a vacinação no Brasil, torna-se necessário.

Em primeira análise, juntamente com dados decrescentes da imunização há constatação de patologias já consideradas extintas no Brasil. Entre elas o sarampo, que devido a sua eliminação em território nacional, o Brasil recebeu certificado da Organização Panamericana da Saúde. Porém, infelizmente, no presente há casos de sarampo confirmados. Essa ocorrência é uma consequência da diminuição em mais de 15% da taxa das crianças imunizadas contra essa enfermidade, segundo a Unicef. Esse órgão internacional, também aponta que a vacinação geral no Brasil caiu em mais de 10%.

Paralelamente a isso, observa-se desafios para a imunização da população como os movimentos antivacina e a falta dos imunizadores no Sistema Único de Saúde. Em redes sociais, por exemplo o Facebook, há grupos de pessoas motivadas por teorias da conspiração embasadas em notícias falsas e sem fundamentos que são contrárias à vacinação. Ademais, entre a ausência em outras Estados, o Ministério Estadual de Saúde de SP alegou a falta de vacinas indispensáveis à crianças.

Dado o exposto, portanto, é essencial que haja ação do primeiro e terceiro setor da sociedade para melhora desse cenário. Governo Federal, Estadual e Municipal, juntos à ANVISA, devem trabalhar inteligentemente com o auxílio da rede computacional para monitorar o estoque de vacinas de cada unidade pública e renová-los quando atingir um nível mínimo. Além dessa medida, Prefeituras com a assistência do Governo Estadual devem facilitar a vacinação com caminhões que ficarão percorrendo as ruas das cidades durante campanhas para esse propósito, assim como unidades fixas que atenderão 24h por dia. ONG’s com a ajuda da transmissão televisiva e programas de rádio em horário nobre, artistas famosos influenciadores e profissionais reconhecidos do ramo da saúde, devem fazer palestras didáticas em locares públicos, centros de ensino e grandes empresas difundindo o funcionamento e segurança da vacina. Com essas medidas a população será conscientizada, a possível “segunda” Revolta da Vacina não ocorrerá e as taxas de indivíduos imunizado será crescente.