Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
Apesar do direito a vacinação ser uma cláusula pétrea da constituição brasileira, esse direito nem sempre é respeitado, seja por problemas relacionados a má distribuição de renda no âmbito federal, ou a má compreensão e desinformação de algumas classes sociais , que decidem não vacinar seus filhos. Instruir uma boa parte da população, e reorganizar as distribuições de vacinas, seria, portanto, uma medida para combater doenças antigas, erradicadas, que estão voltando .
Com a hera da “super informação” , e a facilidade de acessar tais informações, surgiram ideias um tanto quanto retrógradas no que tange a vacinação, pessoas -geralmente das classes sociais mais altas, decidiram não vacinar seus filhos, pois acreditam que, os problemas relacionados a vacina em si, não justificariam seus efeitos benéficos para o controle de doenças. Um exemplo disso, é a crescente diminuição de crianças vacinadas nos bairros mais nobres, o que, por sua vez, gerou e gera um problema de imunização, o que pode acarretar no reaparecimento de doenças antigas. Isso mostra , que a informação -quando vinda de fontes duvidosas, gera desinformação e desserviço pra sociedade.
Por outro lado, a má distribuição de vacinas pelo governo federal, amplia esse leque pra uma esfera nacional, pois a população mais pobre tem acesso limitado aos meios de imunização ativa. Observando esse viés, o problema anterior se remonta mais uma vez, crianças doentes com poliomielite -que tinha sido erradicada nas Américas desde os anos 90- entre outras doenças, antes fora dos mapas do SUS. Pessoas que moram em periferias e regiões mais pobres são os principais afetados, o que demonstra , mais uma vez a dicotomia brasileira que separa ricos e pobres.
Diante do exposto, fica claro, portanto, que politicas publicas bem aplicadas resolveriam esse problema. Um exemplo está na área do governo Federal, que poderia, através de redes sociais e televisão, alertar a população sobre como funcionam as vacinas e sua importância para proteção - principalmente das crianças- de doenças, isso por si só, geraria um desconforto nos pais das crianças que decidiram não vacina-las. Ainda no âmbito federal, com o incremento do governo Estadual e prefeituras, poderiam reorganizar a meta de distribuição de vacinas, isso poderia ser feito através de um minucioso estudo, e consequente descoberta das áreas mais carentes de imunização, e com o auxilio de capital privado (empresas farmacêuticas que geram bilhões com fabricação de vacinas) e investimentos públicos, com o dinheiro de impostos, poderiam redirecionar vacinas para essas áreas.