Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 24/10/2018
No século XX, a Revolta da Vacina foi uma insurreição popular que reagia as campanhas de vacinação da época. Um manifesto como esse, tendo em vista a falta de informação da população no geral no passado, pode ser considerado normal. O que causa estranheza é que atualmente, em pleno século XXI, com os meios de comunicação acessíveis a maioria da população, muitas pessoas tem se recusado a participar de campanhas para imunização oferecidas pelo governo.
Doenças erradicadas do país, como por exemplo sarampo e poliomielite, antes erradicadas, voltaram a ser notícia no país em 2018. Movimentos contrários como o Antivacinas estão trazendo atona o retrocesso. Muitos deles, por meio das redes sociais e de atos pacíficos, tem convencido a população dos perigos de se vacinar, dizendo também que tal ato pode ocasionar outras doenças.
Ademais, cabe salientar que essas informações descabíveis são inverdades. A criação da vacina possibilitou uma melhoria significativa de qualidade de vida e diminuição drástica de muitas doenças que antes consideradas fatais, tendo em vista que por meio delas nosso corpo é estimulado a produzir anticorpos necessários para nos proteger.
Tendo em vista a falta de informação de algumas regiões e o perigo evidente de possíveis novas epidemias, fica evidente a necessidade de mudanças. O Ministério da Saúde, aliado ao Ministério da Comunicação e os meios difusores de informação, devem criar campanhas mais informativas sobre importância das campanhas de vacinação e desmentir os boatos. Tais campanhas tem que chegar à todas as regiões do país sem exceção. Deve-se investir também em agentes comunitários anti-epidemias para verificar e assegurar vacinação da população com visitas frequentes as residências. Por fim, as escolas, tanto municipais quanto estaduais, devem por obrigação exigir as cadernetas de vacinação das crianças, devidamente em dia, ao início de todo ano letivo .