Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa que as taxas de vacinação estão em decadência e sendo deixada de lado pelos brasileiros, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete na precária saúde pública e nas crises políticas e econômicas, faltas de verbas e investimentos adequados para as vacinações fazendo com o que doenças se alarme ou até mesmo doenças já erradicadas voltem à ativa por motivos de imigrantes para o país, e o Brasil não está adequadamente para recebê-los no requisito de saúde.
Outrossim, destaca-se que como impulsionador do problema são os mitos e tabus na sociedade que contribui para o medo e o surgimento dos movimentos antivacinas. Como foi o caso do ex-pesquisador Andrew Wakefield que publicou um artigo falso que relacionava as vacinações as causas do autismo, fazendo com o que a população desistisse das vacinas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarde, o Ministério da Saúde deve fazer investimentos em campanhas de vacinações através das mídias e redes sociais.
Como já dito pelo pedagogo Paulo Freiro, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas palestras ministradas por profissionais da área da saúde que discutam os mitos e a importância da vacina para o bem da saúde, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.