Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/10/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a vacinação, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela defasagem da saúde pública, seja pela postura negligente de alguns brasileiros. Com isso, é indispensável o debate e a busca por soluções para esse problema.
Por volta de 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu o primeiro ato brasileiro em prol da vacinação. Seguindo os moldes de urbanização europeu, o governo, de forma violenta, decidiu vacinar os cidadãos. Com isso, deu-se início a onda de erradicação de doenças, como foi com sarampo e a rubéola. Porém, nos dias atuais, devido ao defasado sistema de saúde e, apesar da Constituição assegurar esse direito, a vacinação ainda não é uma garantia, principalmente para os moradores de áreas mais marginalizadas e pobre, visto que os programas de vacinação, muitas vezes, não chegam nessas regiões.
Por outro viés, percebe-se que o problema vai muito além disso. Muitos ainda afirmam que não há necessidade de vacinar seus filhos e a si próprio, por acharem que não há perigo iminente do retorno dessas doenças ou que há efeitos negativos gerados pela vacina. Devido à isso, em 2016, segundo o Programa Nacional de Imunização, a cobertura da vacina contra a poliomielite diminuiu em 20%. Uma das possíveis consequência dessa atitude é o retorno de algumas doenças anteriormente já erradicas e, assim, acabar com o legado que foi gerado pelas vacinas.
Tendo em mente esse quadro, visualiza-se a importância e os problemas acerca da imunização no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas informativas transmitidas pela televisão em horário nobre, que respondam as dúvidas mais frequentes da população, mostrem os benefícios e procedimentos técnicos que garantem a segurança dessa prática preventiva, com o intuito de quebrar todo o estigma dos brasileiros em relação à vacinação para que, futuramente, influenciar as pessoas que não se vacinam por duvidar da eficácia da vacina, se vacinarem.