Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/10/2018
No século XX, a revolta da vacina demonstrou como a desinformação populacional e o autoritarismo governamental podem acarretar ideias negativas sobre essa ferramenta. É possível afirmar que a imunização, historicamente, apresenta desafios no Brasil, não só por causa da ineficácia do governo, como também pela ausência de instrução educacional.
Em primeira análise, cabe pontuar que o descaso das esferas públicas em relação a garantir a imunização é notório. De certo, o âmbito Federal, Estadual e Municipal apresentam falhas em suas ações. Dessa forma, este não supervisiona a atuação do profissional da saúde, esse não administra a verba corretamente e aquele não financia e fiscaliza os órgãos de saúde eficientemente. Por conseguinte, segundo o site BBC, a taxa de proteção para poliomielite, em 2016, foi a menor em 12 anos no Brasil.
Ademais, outro fator que agrava a situação é a negligência acadêmica sobre o tema. De fato, a falta de debates e campanhas que abordem os benefícios e a ação dessa ferramenta de defesa imunológica aliena os indivíduos e gera “fake news”, inclusive nas redes sociais. Por exemplo, existem grupos “anti-vacina” na internet, que criam teorias conspiratórias, como dizer que esse instrumento vacinal é usado para matar pessoas. Dessa maneira, é fato a dificuldade de mudar a sociedade sem a educação, cujo já afirmava Paulo Freire.
É evidente, portanto, a existência de obstáculos para sanar essa chaga brasileira. É importante que o Ministério da Saúde amplie os programas de vacinação, por meio de maiores investimentos que advém do Produto Interno Bruto, para a população, a fim de aumentar a expectativa de vida, diminuir a mortalidade e erradicar doenças. Outrossim, é necessário que as escolas conscientizem sobre a defesa imunológica, através de projetos e campanhas, integrando estudantes e famílias, com intuito de reduzir alienação e propagação das “fake news” sobre o assunto.