Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 26/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, garante o acesso à saúde e ao bem estar social a todos os indivíduos de uma nação. No entanto, em pleno século XXI, percebe-se justamente o contrário no que se refere à vacinação no Brasil. Além disso, o reaparecimento e alastramento de doenças encontram solo fértil na redução do número de brasileiros imunizados, o que favorece desenvolvimento de epidemias. Nesse contexto, nota-se a configuração de um grave problema social, em virtude não apenas da falta de comunicação, mas também de falhas no sistema educacional.
Em primeiro plano, vê-se que o legado histórico é importante para a persistência da incomunicação entre autoridades da saúde e cidadãos. Comprova-se isso com a Revolta da Vacina, que eclodiu no Rio de Janeiro no começo do século XX , devido à imposição da vacina à população. Esta, receosa diante de algo novo, reagiu de forma negativa ao evento, uma vez que não lhe foi explicado a importância e o porquê daquela mobilização. Dessa forma, é alarmante que, de lá para cá, essa perspectiva ainda persista, mesmo com todo o acesso à informação proporcionado pela Terceira Revolução Industrial do século XX.
Ademais, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é exatamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido em um sistema educacional deficiente. Diante disso, percebe-se que a educação deficiente é um entrave para garantir a vacinação dos brasileiros, pois, é através dela que consegue-se desmistificar esteriótipos em relação à vacina e ressaltar sua importância para a saúde de todos osidadãos brasileiros. Sendo assim, medidas efetivas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC, em parceria com o Ministério da Saúde, deve desenvolver palestras, em escolas, com público alvo par os pais dos alunos, sobre a relevância do calendário de vacinação, por intermédio do convite de especialistas sobre o assunto para melhor elucidação sobre as vacinas. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos ministérios com a finalidade de atingir um público maior. Por fim, é necessário que a comunidade brasileira tenha um olhar mais otimista para à saúde. Como constatou o filósofo clássico grego Heráclito, nada é permanente, exceto a mudança.