Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/10/2018

Sob a perspectiva do médico Dráuzio Varella, a vacinação -além de ser um dever social- é um método imunológico de prevenção contra diversas patologias, e, nesse contexto, percebe-se a sua significância para a manutenção de uma nação saudável. Entretanto, na contemporaneidade, tem se tornado um desafio garantir a vacinação dos brasileiros, visto que persiste a carência de medidas pública eficientes e a falta de informação, para uma grande parte da população.

Em primeiro plano, conforme a filosofia de São Tomás de Aquino, é inegável que todos os indivíduos em uma sociedade têm os mesmos direitos naturais. Assim, o direito a saúde de qualidade, o qual se inclui: atendimento médico, infraestrutura nos hospitais e, principalmente, vacinação, é inalienável ao homem. Sendo assim, apesar das medidas do Ministério da Saúde, exemplificando, o personagem “Zé Gotinha”, que objetiva estimular a vacinação de crianças contra poliomielite, segundo a Sociedade Brasileira de Imunologia, doenças que antes estavam erradicadas como o sarampo e a poliomielite voltaram a ser uma problemática. Desse modo, nota-se que as campanhas publicitárias não são eficazes.

Em segundo plano, em virtude dessa situação uma parcela dos brasileiros é prejudicada. Com efeito, análogo ao que ocorreu na Revolta da Vacina, durante a República Velha -período em que houve a rebelião dos cariocas contra a obrigatoriedade da vacinação- atualmente, muitos cidadãos, majoritariamente os de menor poder aquisitivo, não se submetem a esse procedimento, por não terem conhecimento sobre o que é a vacina e a importância da mesma. Tal fator, acontece nos estados de Roraima e Amazônia, locais onde a presença estatal é irrisória, conforme a pesquisa feita pela Folha de São Paulo. Dessa maneira, esse cenário torna propício a proliferação de doenças, fator que compromete o bem-estar social.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, faz-se necessário a atuação do Estado junto à sociedade a fim de amenizar esse problema. Logo, urge o Ministério da Saúde, aliado ao Ministério da Educação, desenvolver nos centros educacionais, como nas escolas, seminários e aulas extracurriculares, ministradas por profissionais da área da saúde, com o intuito de informar aos alunos, pais e responsáveis a necessidade de manter em dia a caderneta de vacinação. Ademais, é preciso promover nesses ambientes momentos de tirar dúvidas, para que não haja receio entre os cidadãos ao vacinar. Somente assim, com aplicação de tais medidas será possível, assegurar os direitos naturais do homem, defendidos pelo filósofo São Tomás de Aquino.