Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 28/10/2018

As vacinas são recursos essenciais para a saúde individual e pública, à medida que o uso controlado de microorganismos causadores de doenças estimula o sistema imunológico de modo que este seja capaz de montar uma defesa contra tal antígeno. Consoante a isso, é visível sua importância para a realidade brasileira, entretanto, a ineficácia na estruturação governamental e a escassa formação educacional formentam os desafios em torno desse problema.

Em primeira análise, cabe analisar o desempenho do Governo, que se apresenta inoperante e, desse modo, representa uma mazela social. Sob essa perspectiva, o advogado Edmund Burke afirma que a sociedade é um organismo dependente da atuação efetiva de seus agentes a fim de um bom funcionamento, todavia, o Estado rompe com essa ideia, dado que assiste apenas à população selecionada, por meio de clínicas particulares e vacinas à determinado público, devido às condições governamentais precárias. Ademais, é impreterível citar a ineficaz estruturação presente na sociedade, na qual hospitais públicos e o Sistema Único de Saúde encontram-se, majoritariamente, em estado de disfuncionalidade, ao não atender, efetivamente, seu público, corroborando para a existência de vacinas com um coletivo limite e, até mesmo, sendo aplicados em condições insalubres.

Seguindo essa linha de raciocínio, é nítido ressaltar que vive-se atualmente um estado de displicência em relação à formação educacional aliada à saúde popular brasileira, dado que o frágil posicionamento demanda uma chaga social. Sob essa conjectura, o Corpo Social se apresenta como um corpo biológico em frágil estruturação, uma vez que Émille Durkeim já afirmava que todos os órgãos precisam funcionar corretamente para garantir harmonia e coesão. Nesse viés, a frágil  educação, assim como na Revolta da Vacina, na República Velha, dilige conclusões errôneas à respeito da sua aplicação, como a ideia de que podem tornar o corpo suscetível a outras doenças, ocasiona a volta de epidemias, já extintas anos atrás, como a varíola e a febre amarela.

Com essas constatações, faz-se miste que o Ministério da Saúde, por intermédio de campanhas lúdicas periódicas, vise promover a recuperação da saúde dos cidadãos, influenciando-os a se vacinarem para a prevenção de doenças e melhorar a vigilância a respeito da infraestrutura de hospitais públicos e do Sistema de Saúde utilizado no país, com o intuito de aprimorar a qualidade de vida do brasileiro. Outrossim, urge que a escola e a família, como instituições sociais, disseminem conhecimento e construam uma boa formação social aos jovens e adultos, com o fito de levá-los aos postos de vacinação e desmitificar as ideias desagradáveis acerca das vacinas. Sendo assim, a utilidade das vacinações se tornarão efetivas na realidade brasileira.