Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/10/2018
“Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção.” A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno brasileiro, no qual observa-se o descumprimento do acesso regular à vacinação, um dos direitos essenciais dos seres humanos segundo a ONU, negligenciando o risco à saúde e a qualidade de vida da população. Desse modo, evidenciam-se políticas públicas ineficientes, bem como a alienação que as “Fake News” provocam na população. Destarte, é imprescindível que o Estado reformule às medidas adotadas objetivando o desenvolvimento nacional e a erradicação dessa mazela.
A priori, a queda dos índices de imunização é um dos reflexos do reaparecimento de doenças antigas, como sarampo. Nessa perspectiva, o desbastecimento de vacinas essenciais é uma das consequências dos municípios com menos recursos para cumprir a meta dos programas de imunização. Em face dessa conjuntura, a população torna-se mais vulnerável as doenças e tem um de seus direitos violados de acordo como artigo 196 da Constituição Federal, por não oferecer um acesso à saúde igualitário e universal por todos, tornando o Sistema Único de Saúde ineficiente já que um de seus serviços ofertados é a distribuição de vacinas gratuitas para a sociedade.
A posteriori, a negligência da população associada a desinformação atingiu proporções alarmantes no país. Haja vista que a despreocupação quanto a vacinação e as medidas profiláticas contra epidemias, aliada as “Fake News” provocam na sociedade uma alienação e receio quanto aos efeitos colaterais de determinadas vacinas. Em decorrência disso, segundo o epidemiologista da Organização Mundial da Saúde os índices de vacinação dos brasileiros que deveriam ser em torno de 80%, atingiram apenas 55%, em virtude das notícias falsas que provocam receio na sociedade e a opção pela não vacinação, aumentando assim os riscos da proliferação de epidemias.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática. Assim sendo, o Estado deve assegurar a melhoria das políticas públicas relacionadas a destinação de verbas às campanhas de saúde, por meio de parceria com empresas privadas, criando acordos para promover uma crescente nos índices de imunização, além de estimular um acompanhamento dos municípios com menores taxas de vacinação, com o objetivo de garantir o acesso a saúde por todos. Paralelamente, as universidades que ofertam cursos nas áreas de engenharia de informação, em parceria com o Facebook e Whatsapp, podem desenvolver ações que levem a criação de sistemas que detectem e bloquem publicações inverídicas, por meio de campanhas governamentais contínuas mobilizações, com o fito de atingir o bem-estar coletivo, cumprindo assim a Constituição.