Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
Correntes fatais
Um povo que lê é um povo livre da escravidão. Ao trazer tal entendimento, Antonio Lobo Antunes conecta-se aos dias atuais, nos quais o problema da desinformação acarreta consequências letais. Desse modo, observa-se uma queda na efetividade das campanhas de vacinação no Brasil, as quais carecem de gestão e disseminação tecnológica.
É indubitável, primeiramente, o precário planejamento governamental na saúde pública em geral, com ênfase na desigualdade de recursos em áreas como vacinação. Essa, por sua vez, teve sua cobertura com desempenho acima de 90% apenas em 11 dos 26 estados da federação, segundo dados do Datasus. Sendo assim, torna-se evidente o déficit distribucional nas campanhas e a falta de ferramentas e informação na maioria do território brasileiro.
Outrossim, é de praxe o atraso publicitário das campanhas de vacinação pelo Governo Federal. Por conseguinte, a falta do uso de tecnologias modernas justificam a queda de vacinas como a da poliomielite, cuja decaída alcançou 10 pontos percentuais abaixo da meta para 2016, ainda de acordo com o Datasus. Logo, há de se notar a evidente necessidade do uso de novos recursos informacionais - como as redes sociais, local de disseminação e da chamada “viralização” virtual.
Portanto, é mister a atuação do Estado na difusão do sentimento cidadão e saudável de vacinar-se. Assim sendo, o Governo Federal deve intensificar a fiscalização da distribuição de recursos médicos para todos as regiões, em parceria com o Judiciário no impedimento de desvios de verba para essa área. Ademais, o Ministério da Saúde deve, por meio de suas redes sociais e em parceria com a mídia televisiva, criar publicações para todos os públicos, incentivando o compartilhamento dessas pela própria população. Essa medida visa o alcance de todas as classes pelas informações acerca dos métodos, datas e dúvidas sobre o assunto. Só assim livra-se o país das correntes de uma ignorância que pode ser fatal.