Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2018
Desde a revolta da vacina no século XVIII, realizada no centro da cidade do rio de janeiro, o Brasil passou por diversas revoltas de cunho sanitaristas, devido às altas taxas de doenças disseminadas tendo como causa à falta de saneamento básico, água tratada e esgoto. Mas, atualmente o Estado não consegue gerir com eficiência os recursos financeiros investidos para a imunização da população, haja vista, às altas taxa de doenças de cunho tropical e urbano, e causando morte nos estados federados, principalmente pela tríade: dengue, zika vírus e chikungunya e a febre amarela.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a vacinação correta durante toda a vida do individuo, sendo ele recém nascido ou até idoso, irá fazer toda a diferença na sua qualidade e expectativa de vida, pois com a imunização, não haverá riscos de se contrair doenças letais ou que o incapacite motora ou intelectualmente. A imunização correta trás consigo também, a prevenção, pois com o cidadão imunizado, não haverá filas nos hospitais públicos e com isso não haverá altos gastos com saúde pública, podendo ser utilizado tais recursos com saneamento básico.
Outrossim, de acordo com dados do ministério da saúde, a taxa de vacinação para a poliomielite em 2016 foi a menor em 12 anos, sendo que a meta era 95 por cento, mas acabou ficando abaixo dos 85 por cento. Podendo assim trazer problemas futuros para às crianças não imunizadas, como a paralisia infantil, doença que não tem cura, apenas há tratamento. Sendo assim a imunização dessa faixa etária a principal preocupação da pasta no momento. Por conseguinte, os recursos com campanhas publicitárias aumentaram drasticamente de 2010 até 2018, faltando gestão e boas políticas que conscientize os pais á vacinarem seus filhos.
Indubitavelmente, a Constituição Federal, trás no artigo 5°, a proteção da vida e saúde dos cidadãos, sendo básico o direito à vacinação e sua prevenção. A declaração universal dos direitos humanos também garante para todos o direito à vida, sendo este supremo a todos os outros, devendo o Estado garanti-los de forma universal e irrestrita.
Logo, diante da ineficiência do Estado em garantir vacinação para todos, o governo em conjunto com a iniciativa privada, como organizações não governamentais, deverão criar um órgão atrelado ao ministério da saúde que faça a gestão, e fabricando novas vacinas para doenças que ainda não tenham tal imunização em conjunto com universidades com tecnologia de ponta, como universidade de São Paulo ( instituto Butantã), através dos recursos obtidos da extração de petróleo da bacia pré-sal, para que todos sem nenhuma distinção seja vacinado, respeitando o que disse Aristóteles: ’’ o importante não é viver, mas viver bem ‘’, aumentando as chances de alcançar uma cidadania pragmática e plural.