Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/10/2018

Vacinação: uma pedra no meio do caminho

No início do século XX, ocorreu a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro. Nesse episódio, a vacinação obrigatória, proposta pelo sanitarista Oswaldo Cruz, foi fortemente reprimida. Hodiernamente, urge a necessidade de políticas para efetivar e driblar os desafios da vacinação em massa no Brasil.

Em primeira análise, pontua-se que um governo negligente afeta a saúde dos menos favorecidos. Tal fato se dá, pois ele é o responsável pela manutenção financeira dos postos públicos, de arsenais de vacina e contratação de funcionários. Indubitavelmente, quando um desses pilares não é efetivado, todo o processo de imunização fica comprometido. Como dito pelo filósofo Thomas Hobbes, " o homem é o lobo do próprio homem", demonstrando que os próprios representantes da cidadania prejudicam o povo.

Ademais, a ausência de campanhas publicitárias afeta a profilaxia de doenças. Uma população desinformada sobre a importância da prevenção, somente buscará auxílio médico ao contrair patologias. Por exemplo, uma consequência da ausência de publicidades com o Zé Gotinha é que, cerca de, 50% da população jovem não é vacinada contra a paralisia infantil.

São imprescindíveis, portanto, medidas para atenuar o impasse. O Estado deve destinar mais verbas para garantir os três pilares fundamentais da imunização: boa infraestrutura, enfermeiros e médicos capacitados e estoques de vacina. Assim, haverá acessibilidade. Outrossim, o Ministério da Saúde deve criar propagandas educacionais que ressaltem a importância da vacinação. Como consequência, mais um pedra será retirada do meio do caminho do desenvolvimento social do Brasil, parafraseando Carlos Drummond de Andrade.