Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 30/10/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se sensibiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa inúmeros desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, torna-se claro a insuficiência de estruturas especializadas no acompanhamento desse público, bem como entendimento acerca do papel social desse arranjo.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete na precária saúde pública, falta de verbas e investimentos direcionados as campanhas de vacinas, fazendo com o que doenças se alardeiem ou até mesmo as erradicas voltem à ativa por motivos de imigrantes para o país e o Brasil não está adequadamente na posição para recebê-los no quesito de saúde.
Outrossim, desafio encontrado na sociedade são os mitos e tabus que contribuem para o medo e o surgimento dos movimentos antivacinas. Como foi o caso do ex-pesquisador britânico Andrew Wakefield que publicou um artigo falso que relacionava as vacinações com as causas do autismo, que consequentemente gerou medo na população e muitos desistiram de se vacinar.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde deve fazer investimentos ao PNI (Programa Nacional de Imunização) e criação de campanhas por meio da mídia e redes sociais para atingir um número maior de pessoas e chegar até as mais carentes. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por profissionais da área da saúde que discutam os mitos e a importância da vacina para o bem bestar da saúde a fim de que, o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria caverna de Platão.