Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 31/10/2018

Segundo Bernard Shaw, ’’ ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família’’, tal afirmação não encaixa perfeitamente no Brasil, pois os desafios enfrentados para garantir à vacinação dos brasileiros têm levado inúmeras pessoas a adquirirem doenças as quais estavam controladas em momentos anteriores. Dessa forma, .movimentos anti-vacinação e as baixas coberturas vacinais configuram-se como um dos problemas centrais os quais merecem a devida atenção não somente do Governo, mas também da sociedade.

Em primeira análise, o aumento dos movimentos anti-vacinação têm gerado seus resultados no mundo, mas, em especial, no Brasil. Historicamente, movimentos como esse ocorreram no país como foi a Revolta da Vacina, em que no Rio de Janeiro, a população se rebelara contra as medidas sanitárias propostas por Oswaldo Cruz. De forma análoga, atualmente, tais movimentos ganham repercussão devido não somente a falta de conhecimento da população acerca das doenças, mas também por causa da disseminação de Fake News as quais possuem estruturas similares a notícias verdadeiras e alto poder de persuasão. Nessa perspectiva, a manipulação dos dados faz com que a maneira de pensar seja corrompida e o fato de pessoas posicionarem de forma contrária à vacinação, levam outras pessoas, mesmo que indiretamente, a pensarem de forma semelhante, como citara Durkhein na teoria do fato social; criando um ciclo o qual o problema em si não é resolvido.

Em conformidade ao exposto, as baixas coberturas vacinais em que menos crianças e adolescentes estão sendo vacinadas abrem brechas para que doenças já erradicadas no Brasil retornem. Nessa linha de pensamento, doenças como sarampo, rubéola e poliomielite voltaram a atingir a população brasileira a qual recorrem ao Estado em busca de tratamento que segundo a teoria do Estado Social de John Locke, deve fornecer o devido tratamento para as doenças, pois os cidadãos abdicaram dos seus direitos para que o Estado estabelecesse a ordem. Contudo, tal panorama não se configura, visto que o aumento de casos das enfermidades poderiam ser evitados por ações governamentais.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas que alterem tal situação. Deste modo, cabe ao Governo junto à sociedade promover ações sociais, mutirões de vacinação que não se restrinjam somente aos postos de saúde, mas que atinjam áreas em que projetos de vacinação ainda não foram aplicados, para que mais pessoas tenham acesso a esse direito. Além disso, as instituições de ensino devem promover palestras e debates, se possível, com profissionais da saúde, para que uma consciência seja criada, ‘‘pois é preciso mostras às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos’’, como citou Michel Focault e, assim, reverter tal situação.