Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 02/11/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos o direito à saúde. Entretanto, não é o observado hodiernamente no Brasil, tendo em vista a ineficiência inerente aos processos de vacinação, que impede que esse direito seja universalizado. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem tal situação, como o evidente desinteresse político e a ignorância popular acerca da necessidade de imunização.
Primeiramente, é inquestionável a falta de competência de determinados políticos no tocante à distribuição adequada de recursos para a vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, desde de 2010,a verba direcionada às campanhas de vacinação e recursos hospitalares foram muito ampliadas. Contudo, a realidade é bastante contrastante com a declaração, visto que comumente denúncias populares são feitas de regiões que não receberam diversos tipos de vacinas, seringas, algodão ou até mesmo profissionais para aplicá-las, o que evidencia o descaso dos governantes com a saúde dos indivíduos, em especial de regiões interioranas e periféricas.
Ademais, grande parte da população, por carência de informações de abstém da vacinação. De acordo com pesquisas feitas pelo Programa Nacional de Imunização, nos últimos anos, a taxa de vacinação contra doenças graves como a poliomielite - causadora de paralisia e até a morte, em casos graves - tem diminuído substancialmente, sendo que, em 2017, em 312 municípios, menos da metade das crianças receberam a vacina. Isso ocorre, principalmente, porque algumas pessoas menos instruídas, temem os efeitos colaterais e ainda, têm difícil acesso aos serviços de saúde. Resultado de tal situação é a atual ameaça de reaparecimento de doenças graves, que a muito tempo estavam erradicadas no país, como o sarampo, a rubéola e a poliomielite.
Destarte, é mister que medidas sejam aplicadas para conter o quadro vigente. A princípio, o Ministério Público deve fiscalizar o destino da verba destinada para recursos e campanhas de vacinação, de maneira que desvios sejam corrigidos, assim como a distribuição não uniforme entre municípios e os responsáveis sofram as punições cabíveis. Além disso, o Ministério da Saúde em parceria com Instituições Educacionais podem, através de mídias sociais, promover campanhas que evidenciem não só, os riscos da não vacinação mas também, os efeitos dessa no corpo, para que os pais e responsáveis se sintam seguros para vacinar suas crianças. Dessa forma, a evasão de pessoas frente aos processos de vacinação serão diminuídos, assim como seus eventuais efeitos.