Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 03/12/2018

A Constituição Brasileira de 1988, garante a todos o direito à saúde e os seus métodos preventivos. No entanto, a realidade não se aplica à lei. Isso se evidencia não só nas falsas notícias que estimulam o tecido social a adotar práticas prejudiciais, como também na falta de investimento do Poder Público em locais à margem.

Em primeira instância, é importante ressaltar que as inúmeras notícias falsas têm influenciado o movimento antivacina. Prova disso é o crescente número de pessoas que preferem não se vacinar por terem visto nas redes sociais que alguns antivirais podem causar outras doenças. Por consequente, o índice de reaparecer patologias já erradicas tornam-se crescente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 35% das crianças não são vacinadas, infelizmente os pais são engodados pelas fake news. Como dizia Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de criticar e não aceitar tudo que a elas se impõe. Logo, é primordial ensinar desde cedo aos discentes desenvolverem seu senso crítico.

Outrossim, a falta de aplicação necessária do capital no setor da saúde colabora para o aumento de pessoas não vacinadas. Segundo o jornal O Globo, 1 em cada 4 municípios não tem acesso a vacinas e não são informados quando essas são disponibilizadas. Nesse viés, torna-se notória a escassez no investimento em políticas públicas que visam uma melhoria na saúde dos brasileiros. Ademais, a maioria dessas cidades estão à margem, não tem saneamento básico e água potável, o que piora ainda mais a situação. Isso ocorre pela má administração e desvio da verba pública, concomitantemente a negligência na fiscalização e punição daqueles que comentem tal crime.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses relacionados a imunização. Cabe às escolas ensinar aos alunos por meio de palestras e debates a importância de vacinas, e o cuidado que se deve ter com as publicações vistas na internet, antes de tudo, criticar e refletir sobe o que está sendo imposto. Por fim, o Governo deve investir em políticas públicas destinadas a saúde, criando postos em lugares ainda não alcançados e disponibilizando antígenos atenuados, em consonância o Poder Judiciário deve fiscalizar se o investimento está sendo aplicado e caso haja desvio, punir de forma educativa com trabalhos voluntários no setor da saúde pública. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que o atual.