Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 08/02/2019
A Revolta da Vacina, acontecida em 1904, demonstrou o desespero por parte da prefeitura do Rio de Janeiro acerca das doenças presentes na época, já que o sanitarista Oswaldo Cruz, diante de tantos casos de varíola na cidade, determinou a vacinação obrigatória dos moradores. Nesse âmbito, a reação da população sobre o ocorrido evidenciou a estratégia errônea do governo para com a situação. Em dias atuais, a volta de doenças emergentes, motivada principalmente pelas notícias falsas, renasceu a ideia, por parte da sociedade, da vacinação obrigatória. No entanto, tal pensamento vai contra a Constituição de 1888, que preza pela liberdade individual. Nesse sentido, outras maneiras para garantir a vacinação geral em território brasileiro devem ser realizadas.
Em meio a esse assunto, é válido ressaltar que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, houve queda do número de crianças vacinadas nos últimos anos. Tal fato deve-se a certos motivos, mas, principalmente, à dispersão de fake news sobre os efeitos das vacinas em relação ao organismo da criança. Nessa perspectiva, o Movimento Anti-Vacina afirma que a vacinação provoca o autismo, entre outros feitos. Tais afirmações causam receio em certos pais, que acabam não vacinando os filhos e propiciam uma nova geração de pessoas não vacinadas.
Nessa lógica, como há mais pessoas propensas a contrair uma doença, visto que não foram devidamente imunizadas, atualmente há casos de doenças que já haviam sido erradicadas, como é o caso do sarampo, doença que reduz a resistência do doente, tornando-o mais suscetível à contração de infecções secundárias. Consequentemente, com medo das renascença de doenças, muitos indivíduos tomam opiniões radicais e afirmam que a volta da vacina obrigatória é necessária, devido a queda nas coberturas vacinais no Brasil.
Portanto, ações que estejam de acordo com a Constituição Cidadã e ainda resolvam o problema da baixa vacinação por parte dos pais em território brasileiro devem ser tomadas. De imediato, o Ministério da Saúde deve ampliar sua influência nas redes sociais, o que será feito por intermédio da disponibilização de propagandas, em redes sociais como o Instagram, que mostrem os efeitos reais para as crianças se a vacinação não for aplicada à elas, no intuito de colocar os pais a par das decisões erradas que eles estão tomando para com seus filhos. Além disso, o Ministério da Educação tem o papel de garantir seguranças às crianças, o que deve ser realizado por meio da exigência das escolas, no ato da matrícula, do cartão original de vacina completo, e, se não estiver completo, deve ser dado um prazo para os pais vacinarem os filhos e só depois será validada a matrícula, na intenção de, diante da situação de medo, acalmar os pais quanto a saúde dos alunos.