Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/03/2019
Em 1904, na então capital do Brasil, Rio de janeiro, estourava a Revolta da Vacina. A vacinação forçada da população foi idealizada por Oswaldo Cruz, com o intuito de controlar a incidência de doenças endêmicas como a malária e a febre amarela. O Governo obteve um resultado satisfatório à época, porém essa questão ainda está longe de ser sanada tanto pelo índice de vacinação, bem como a aceitação do público.
Uma parcela da responsabilidade recai sobre os pais e responsáveis, que por vezes não dão início a vacinação dos filhos por terem um pré-conceito (e até mesmo falta de informação) do que é e como funciona a vacina no corpo humano. Outros pais, deixam de levar as crianças para vacinar por conta da falta de tempo, por ter que ficar em filas de espera ou mesmo por ter receio às reações ocasionadas pela vacina. A informação dos benefícios da vacinação pode chegar de forma deturpada, acarretando uma pré disposição a continuar repelindo essa proteção às gerações futuras.
Outro setor que tem responsabilidade com esse baixo índice de vacinação é o Ministério da Saúde, que apesar de implementar verbas em campanhas não consegue atingir a meta. Pode-se apontar falhas nos planejamentos de saúde coletiva, profissionais mal distribuídos nos setores, uma demora no atendimento ao público, horários rígidos em posto de saúde. Existem também pessoas que veiculam informações errôneas acerca do assunto, e tantas outras repassam sem ao menos questionar a veracidade dos fatos.
Visando mitigar o problema, seria de grande valia um investimento em pesquisas na FIOCRUZ, para aumentar o poder de ação das vacinas, aumentando o leque de proteção de doenças e a diminuição das doses. As campanhas publicitárias devem sofrer um estudo para direcionar em quais meios de comunicação são mais eficazes para assim direcionar a informação.