Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 03/03/2019
No início do século XX, com a precoce urbanização do estado do Rio de Janeiro, a varíola tomou forças e atingiu milhares de pessoas. Oswaldo Cruz, médico selecionado pelo governo, criou uma campanha de vacinação para a população. Entretanto, essa não foi muito bem aceita pelos cidadãos, uma vez que, eles não sabiam da importância da mesma e acreditavam que ela servia para matá-los. Saindo desse contexto e adentrando no século XXI, percebe-se que o combate de algumas epidemias tem se tornado um desafio, visto que, muitos indivíduos não possuem acesso a postos de saúde, e também possuem estereótipos, análogos ao da “Revolta da Vacina”, formados sobre o assunto.
Com o fim de aumentar a expectativa de vida e erradicar doenças que muitas vezes dizimaram parcela significativa da população, cientistas desenvolveram estudos e criaram a vacina. Pode-se mencionar, por exemplo, a Segunda Guerra Mundial, que possibilitou diversos avanços tecnológicos e científicos que se expandiram para a área da saúde, criando medicamentos e antivírus que possibilitaram a queda nas taxas de mortalidade. Contudo, no Brasil, muitas pessoas têm deixado de aderir as campanhas de imunização, e segundo dados fornecidos pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) juntamente com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cobertura da vacina tríplice-viral que estava estável quase próxima aos 100% no ano de 2014, caiu para 85% em 2017.
Outrossim, é notável que há um investimento em campanhas de vacinação, entretanto, muitos cidadãos não possuem acesso às unidades de saúde por consequência da ausência delas em determinadas áreas. Atualmente, mesmo que seja em menor escala, o Brasil possui áreas rurais, e essas sofrem com a escassez de diversas infraestruturas, tais como postos de saúdes, promovendo então a necessidade de uma locomoção das zonas rurais para às urbanas. Visto que o processo é dificultado por esse acumulado de empecilhos, diversas pessoas desistem e não se imunizam contra as epidemias. Em outras palavras, essas pessoas têm noção da existência das campanhas, mas não possuem acesso fácil a mesma. Além disso, a falta de conscientização das pessoas fazem com que os estereótipos herdados pela “Revolta da Vacina” sejam firmados entre elas.
Impende, então, que medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Governo deve levar o acesso à vacina para todos, por meio da construção de unidades de saúde com profissionais capacitados em áreas rurais para a população local. Cabe também ao Ministério da Saúde conscientizar a população através de palestras e debates sobre a importância da imunização no combate de algumas epidemias, objetivando desconstruir estereótipos firmados. Dessa forma, será possível alcançar o bem estar de todos os cidadão e levar a saúde básica a todos.