Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 05/03/2019
Funcionando como a segunda lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, a dificuldade de vacinação dos brasileiros age de forma negativa, com isso, ao invés de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar o percurso deste problema, da permanência para a extinção, fatores como a ameaça de retorno de doenças antigas e risco entre os indivíduos que optam por não imunizar-se, acabam por contribuir com a situação atual.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. É possível perceber que, no Brasil, a decisão de não imunizar as crianças parte pelos seus responsáveis, devido à falta de informação ou até mesmo aos mitos que são espalhados sobre a vacinação trazer algum malefício ao indivíduo, por algumas conterem chumbo em sua formulação, por exemplo. A dificuldade também se faz nas coberturas vacinais, visto que o valor necessário a ser investido nas campanhas é alto. Índices mostram que a queda nas coberturas vacinais tem afetado principalmente as crianças menores de cinco anos, e isso acendeu uma luz vermelha no país e elas são a maior preocupação da pasta nesse momento, segundo dados do Ministério da Saúde.
Ademais, destaca-se o retorno de doenças antigas como impulsionador do problema, já que uma parcela da população opta por não imunizar-se, ficam aptos a serem contaminados caso haja algum surto de determinada doença. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento as pessoas devem não só pensar na atitude de vacinação como algo individual e sim coletivo, visto que a responsabilidade de não se vacinar coloca em risco toda à população. Deste modo, torna-se necessário repensar a causa de modo coletivo e não somente individual.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança deste trajeto, assim seria interessante que a mídia por meio de matérias que abordem este tema, buscasse orientar as famílias brasileiras a importância de tal questão, salientassem as famílias a importância de vacinar as crianças e os riscos de não vacinarem. Outrossim, seria importante que o Ministério da Educação (MEC) instituísse, nas escolas, palestras realizadas por psicólogos que discutam o fator de risco de não imunizar-se, atuando na disseminação dessa informação . Só assim, a mídia e as escolas funcionariam como a força descrita por Newton, e mudariam o rumo da dificuldade de garantir a vacinação dos brasileiros, da persistência para a extinção.