Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/03/2019
Em 1904,no Brasil,ocorreu o que convencionou-se chamar de “Revolta da vacina”,quando a população do País resistiu firmemente,por carência de informação, a uma campanha sanitarista que defendia a vacinação forçada das pessoas. Entretanto,felizmente,décadas se passaram e o processo dessa profilaxia é gerido pelo Sistema Único de Saúde,e amplamente conhecido,ao passo que é,até mesmo,ensinado nas escolas. Contudo,contrapondo-se a realidade moderna,houve,recentemente no País a eclosão de novos movimentos antivacinação,baseados em teorias fraudulentas e pressupostos arcaicos,além de perigosos,os quais tem prejudicado a cobertura imune da sociedade.
Diante desse contexto,é oportuno lembrar que,após sua implementação no sistema de saúde brasileiro,essa técnica de imunização foi responsável pela erradicação de inúmeras doenças,tal qual o sarampo,a poliomielite e a rubéola. Desse modo,torna-se nítida sua real eficácia,importância e funcionalidade necessária para a sociedade,bem como seus impactos em caso de negligencia,como o alto risco de eclosão de epidemias,sobretudo urbanas,e da volta da transmissão de doenças já vencidas,devido a expansão de teorias infundadas e equivocadas,adotadas por campanhas sem bases sólidas.
Por esse viés,vale ressaltar que a vacina consiste,basicamente,na inoculação de vírus mortos ou atenuados no sistema imunológico do indivíduo- o qual não é prejudicado- intuindo a criação de anticorpos antes da exposição humana a enfermidade em seu estado latente e natural,objetivando sua prévia proteção. Sob essa perspectiva,é tido,mais uma vez,como inverdade o pressuposto de que a vacinação causa autismo,ao passo que essa trata-se ,unicamente, de processos imunológicos,além disso,sendo o autismo um transtorno de desenvolvimento,segundo o livro “Mundo singular:entendendo o autismo”,da Dra. Ana Beatriz Barbosa,ele de nada tem a ver com o processo profilático supracitado.
Portanto,sendo a educação a principal base da sociedade,cabe ao Ministério da Educação,em conjunto com o Ministério da Saúde,a efetuação de seminários informativos nas instituições de ensino, abertos ao público, acerca desse problema,voltando-se para a desmistificação de teorias e aos impactos possíveis da negligencia populacional no que tange esse tocante,levando essa discussão para além das aulas de biologia,visando,por fim,conscientizar a sociedade em sua maioria e exaurir,gradativamente,tal desafio para a uniforme vacinação dos brasileiros. Ademais,o Governo Federal deve investir no deslocamento das equipes de saúde para áreas mais remotas,objetivando estender,ao máximo possível,a imunização populacional.